Trilha do Cerradão destaca a importância dos recursos naturais para o público na Feira Brasil na Mesa

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Trilha do Cerradão destaca a importância dos recursos naturais para o público na Feira Brasil na Mesa

Trilha do Cerradão destaca a importância dos recursos naturais para o público na Feira Brasil na Mesa

Durante a Feira Brasil na Mesa, realizada na Embrapa Cerrados (Planaltina-DF) entre os dias 23 e 25 de abril, a Trilha do Cerradão se destacou como uma das atrações mais procuradas pelo público. Ao longo dos três dias, 513 visitantes percorreram o trajeto de 150 metros, instalado em um dos três últimos fragmentos preservados dessa fitofisionomia no Distrito Federal.

A proposta foi aproximar o público da realidade do bioma, evidenciando a relação direta entre a conservação das áreas nativas e o cotidiano das pessoas. A montagem da trilha envolveu pesquisadores, equipes de apoio e trabalhadores de campo, em um esforço conjunto para criar um percurso organizado e educativo que valorizasse a pesquisa e a preservação ambiental desenvolvidas na Unidade.

De acordo com o pesquisador Felipe Ribeiro, a trilha foi criada para mostrar aos visitantes da Feira Brasil na Mesa que a alimentação está diretamente ligada aos recursos naturais, como solo, água e vegetação nativa. “A nossa proposta foi reforçar que o Cerrado vai além das árvores e dos animais, sendo fundamental para a produção de alimentos, já que o solo e a água sustentam as plantas cultivadas e todo o ciclo da vida”, afirmou.

Coordenadora da iniciativa, a pesquisadora Araci Alonso explica que a trilha foi estruturada para integrar diferentes elementos do Cerrado. “Ao longo do trajeto, os visitantes passaram por pontos temáticos — como flora, fauna, solo, água e regeneração — que, de forma articulada, demonstram o funcionamento de um sistema complexo e interdependente. O objetivo é que a partir de agora a trilha seja um espaço permanente de visitação e aprendizagem”, informou. 

Durante o evento, a percurso se encerrava na tenda “Banquete Cerrado na Mesa”, que ampliava essa reflexão ao destacar o uso sustentável da biodiversidade não apenas na alimentação, mas também na cultura, na pesquisa, na geração de tecnologias e na bioeconomia. De acordo com a pesquisadora, a experiência buscou contribuir para ampliar a conscientização dos visitantes e reforçar o papel da ciência e da educação ambiental na construção de um futuro mais sustentável. 

No conjunto de atividades, o público também pôde colocar os conhecimentos em prática na tenda do jogo Desafio no Cerrado, espaço que chamou a atenção especialmente do público infantojuvenil. Criado pelo analista Renato Berlim, o jogo apresenta de forma lúdica a diversidade e a importância do bioma, incentivando a conservação. Trata-se de um jogo de tabuleiro tipo poliminó (peças que se encaixam) que ensina sobre a biodiversidade, restauração e conservação do bioma Cerrado. 

Outro ponto que despertou interesse dos visitantes foi o acesso a informações sobre espécies nativas. Na tenda “Espécies nativas do Cerrado”, o público recebeu orientações especialmente sobre pequi e baru. O espaço, montado sob uma árvore de baru, ajudou a esclarecer dúvidas comuns — como o fato de o baru ser uma árvore frutífera perene, e não uma palmeira.

De acordo com a pesquisadora Helenice Gonçalves, os visitantes puderam conhecer o fruto em todas as suas etapas, da polpa à castanha torrada, além de degustar os produtos, o que gerou curiosidade e surpresa. No local, também foram apresentadas informações sobre a extração dos frutos, com demonstrações de equipamentos como o cortador e o quebrador de baru, além de orientações sobre produção de mudas e implantação de lavouras de baru e pequi.

Acesse aqui o site do evento e toda a cobertura da Feira: https://www.embrapa.br/feira-brasil-na-mesa
 

Fonte: Embrapa Cerrados