{"id":2110,"date":"2023-10-17T11:07:02","date_gmt":"2023-10-17T15:07:02","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=2110"},"modified":"2023-10-27T13:23:46","modified_gmt":"2023-10-27T17:23:46","slug":"leguminosas-forrageiras-tropicais-tudo-o-que-voce-precisa-saber-esta-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/leguminosas-forrageiras-tropicais-tudo-o-que-voce-precisa-saber-esta-aqui\/","title":{"rendered":"LEGUMINOSAS FORRAGEIRAS TROPICAIS: TUDO O QUE VOC\u00ca PRECISA SABER EST\u00c1 AQUI"},"content":{"rendered":"\n<p>O uso de leguminosas forrageiras tropicais na cria\u00e7\u00e3o de ruminantes em pastos de gram\u00edneas \u00e9 uma das maneiras mais sustent\u00e1veis de produzir carne e leite. <\/p>\n\n\n\n<p>As leguminosas fixam nitrog\u00eanio no solo, o que melhora a qualidade do pasto e reduz a necessidade de fertilizantes. <\/p>\n\n\n\n<p>Elas tamb\u00e9m fornecem aos animais uma dieta mais rica em prote\u00ednas. Venha saber mais:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O que sabemos sobre as leguminosas forrageiras tropicais<\/em><\/strong><br> Pesquisas com leguminosas forrageiras em pastagens tropicais datam da d\u00e9cada de 1940. <\/p>\n\n\n\n<p>Institui\u00e7\u00f5es australianas iniciaram um agressivo programa de coleta de germoplasma ao redor do mundo tropical. Inclusive, o Brasil se mostrou um excelente centro de origem para muitas delas como Centrosema, Stylosanthes, Desmodium e Macroptilium. <\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, intensas coletas por institui\u00e7\u00f5es latino-americanas visavam o desenvolvimento de cultivares para uso em pastagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos esfor\u00e7os, na d\u00e9cada de 1980, houve problemas com a persist\u00eancia, surgindo fracassos com a importa\u00e7\u00e3o de cultivares de leguminosas australianas, que eram suscet\u00edveis a doen\u00e7as end\u00eamicas na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A persist\u00eancia finalmente vem rendendo lucros, pois nos \u00faltimos 20 anos, a retomada das pesquisas com leguminosas forrageiras tropicais no Brasil, principalmente pelos programas de pesquisa da Embrapa e das Universidades, resultou em hist\u00f3rias de sucesso. <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O sucesso nas leguminosas forrageiras tropicais no Brasil <\/em><\/strong><br> Leguminosas oferecem variadas op\u00e7\u00f5es de uso e in\u00fameras vantagens por transformar o nitrog\u00eanio encontrado na atmosfera e fix\u00e1-lo biologicamente no solo. <\/p>\n\n\n\n<p>Isso causa uma redu\u00e7\u00e3o de investimentos em insumos agr\u00edcolas, diminui\u00e7\u00e3o nos impactos ambientais e possibilita maior ganho de peso nos animais devido a uma dieta mais rica. <\/p>\n\n\n\n<p>Podemos ir al\u00e9m, j\u00e1 que contribui ainda para a biota do solo e nutri\u00e7\u00e3o das gram\u00edneas associadas, mas podem tamb\u00e9m ser utilizadas como bancos de prote\u00edna por animais em pastejo, melhorando o desempenho e ganho em peso e na recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas. <\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>As leguminosas forrageiras tropicais mais comuns no Brasil <\/strong><\/em><br> Existem in\u00fameras leguminosas tropicais com potencial, mas pouco exploradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Focaremos nos g\u00eaneros Arachis, Stylosanthes e Cajanus que ganharam express\u00e3o n\u00e3o apenas no cons\u00f3rcio, mas tamb\u00e9m como valiosos aliados no combate aos nematoides.<\/p>\n\n\n\n<p>O amendoim forrageiro (Arachis pintoi), que \u00e9 utilizado h\u00e1 d\u00e9cadas, associado a gram\u00edneas tolerantes a solos encharcados, entrega cobertura e persist\u00eancia que garantem um controle de invasoras vigorosas. A combina\u00e7\u00e3o \u00e9 muito utilizada no bioma amaz\u00f4nico do Acre. <\/p>\n\n\n\n<p>Cultivares como cv. Belmonte, BRS Mandobi e a BRS Oquira, sejam propagados por mudas ou sementes, impactam positivamente a pecu\u00e1ria e o amendoinzinho que embeleza nossas cidades com suas flores amarelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro destaque \u00e9 para os estilosantes (Stylosanthes spp.), que tamb\u00e9m fazem hist\u00f3ria. A cv. Miner\u00e3o, lan\u00e7ada em 1993, muito vigorosa e produtiva, n\u00e3o alcan\u00e7ou as expectativas por produzir poucas sementes. <\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m a cv. Campo Grande, lan\u00e7ada em 2000, que \u00e9 uma mistura de duas esp\u00e9cies (S. capitata e S. macrocephala) j\u00e1 tem seu uso consagrado no cerrado brasileiro. <\/p>\n\n\n\n<p>Ela se mostrou tolerante \u00e0 principal doen\u00e7a, a antracnose, e possui uma boa produ\u00e7\u00e3o de sementes, garantindo uma ressemeadura natural em \u00e1reas de pastagem. <\/p>\n\n\n\n<p>Novos estilosantes \u2014 como a cv. BRS Bela (S. guianensis) \u2014 indicada para solos mais argilosos e outros dois novos j\u00e1 registrados (BRS BioN e BRS Nuno), diversificam o uso dessa fant\u00e1stica leguminosa tanto para \u00e1reas de pastagem quanto para uso integrado com lavouras e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao Guandu (Cajanus cajan), uma leguminosa arbustiva e muito vers\u00e1til que serve como alimento humano em v\u00e1rios pa\u00edses, consagrou-se no uso agr\u00edcola por produzir excelente forragem para alimenta\u00e7\u00e3o animal. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 usada para aduba\u00e7\u00e3o verde e ainda serve para a descompacta\u00e7\u00e3o de solos e controle de nematoides nocivos \u00e0 soja e milho. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leguminosa forrageira tropical: BRS Mandarim <\/strong><br> S\u00e3o v\u00e1rias leguminosas forrageiras tropicais no mercado. A da Embrapa, BRS Mandarim, apresenta excelente fixa\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio nas \u00e1reas de pastagens podendo chegar a 280 Kg\/ha\/ano, equivalente a aproximadamente 630 Kg de ureia. Uma nova cultivar, a BRS Guat\u00e3, al\u00e9m de muito produtiva, chega para contribuir ainda mais no controle dos nematoides nocivos \u00e0 soja e milho e em breve estar\u00e1 dispon\u00edvel para comercializa\u00e7\u00e3o pelos associados da UNIPASTO.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desafios para desenvolver novas cultivares de sucesso de longo prazo no cons\u00f3rcio entre gram\u00edneas e leguminosas tropicais no Brasil depende de v\u00e1rios fatores como o clima e solo, mas tamb\u00e9m das t\u00e9cnicas de manejo e da divulga\u00e7\u00e3o da cultivar de forma a romper as barreiras culturais para a ado\u00e7\u00e3o pelo setor pecu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea se interessou nesse assunto, acesse o site da Unipasto e n\u00e3o deixe de acompanhar nosso canal no Youtube.  <\/p>\n\n\n\n<p>Dra. Cacilda Borges do Valle.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Unipasto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso de leguminosas forrageiras tropicais na cria\u00e7\u00e3o de ruminantes em pastos de gram\u00edneas \u00e9 uma das maneiras mais sustent\u00e1veis de produzir carne e leite. As leguminosas fixam nitrog\u00eanio no solo, o que melhora a qualidade do pasto e reduz a necessidade de fertilizantes. 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