{"id":2241,"date":"2023-11-13T08:14:28","date_gmt":"2023-11-13T12:14:28","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=2241"},"modified":"2023-11-13T08:14:29","modified_gmt":"2023-11-13T12:14:29","slug":"embrapa-agroenergia-celebra-acordo-de-cooperacao-com-a-sjc-bioenergia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/embrapa-agroenergia-celebra-acordo-de-cooperacao-com-a-sjc-bioenergia\/","title":{"rendered":"Embrapa Agroenergia celebra acordo de coopera\u00e7\u00e3o com a SJC Bioenergia"},"content":{"rendered":"\n<p>A crescente demanda por energia, materiais e alimentos ambientalmente amig\u00e1veis tem impulsionado o desenvolvimento de tecnologias sustent\u00e1veis com base em recursos renov\u00e1veis e de base biol\u00f3gica nos diferentes setores agroindustriais. Na agricultura, fertilizantes e defensivos qu\u00edmicos n\u00e3o renov\u00e1veis t\u00eam sido substitu\u00eddos por produtos de origem biol\u00f3gica, denominados bioinsumos, visando-se maior sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa premissa, a Embrapa Agroenergia, a SJC Bioenergia e a Funda\u00e7\u00e3o Arthur Bernardes (Funarbe) assinaram, no dia 28\/9, um Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica e Financeira para desenvolver o projeto denominado \u201cBioinsumo f\u00fangico obtido a partir de vinha\u00e7a de milho para aplica\u00e7\u00e3o em cultivo de cana-de-a\u00e7\u00facar\u201d, com o objetivo de desenvolver um biofertilizante \u00e0 base de fungos (leveduras) cultivados na vinha\u00e7a de milho.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, cuja validade \u00e9 de tr\u00eas anos (2023 a 2026), tem o valor total de R$1.450.020,00. Desse total, R$483.340,00 ser\u00e3o responsabilidade da empresa parceira, R$483.340,00 ser\u00e3o aportados pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o Industrial (Embrapii) e R$483.340,00 \u00e9 a parte da Embrapa, valor correspondente ao pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parceria no InovAr<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A parceria entre a Embrapa e a SJC Bioenergia come\u00e7ou no 2\u00ba Encontro InovAr &#8211; Di\u00e1logos de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, evento idealizado pela \u00e1rea de Transfer\u00eancia de Tecnologia da Embrapa Agroenergia para prospectar empresas visando a celebra\u00e7\u00e3o de parcerias para codesenvolvimento e cocria\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO objetivo do InovAr \u00e9 aproximar a Unidade do setor produtivo. A SJC Bioenergia participou do evento e, em tratativas com a Unidade Embrapii \u2013 Agroenergia, surgiu a oportunidade para a constru\u00e7\u00e3o e negocia\u00e7\u00e3o de um projeto de parceria. Essa intera\u00e7\u00e3o Embrapa e empresas \u00e9 fundamental para movimentar o ecossistema de inova\u00e7\u00e3o da Unidade\u201d, afirmou a analista Isabela Barbirato, supervisora do Setor de Implementa\u00e7\u00e3o da Programa\u00e7\u00e3o de Transfer\u00eancia de Tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 mais um projeto de pesquisa da Embrapa Agroenergia com o setor sucroalcooleiro. \u201cIsso \u00e9 importante porque estamos inserindo a Embrapa no mercado sucroalcooleiro brasileiro e tamb\u00e9m \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o para sairmos na frente no desenvolvimento de bioinsumos\u201d, disse S\u00e9rgio Saraiva Nazareno dos Anjos, supervisor do Setor de Prospec\u00e7\u00e3o de Avalia\u00e7\u00e3o de Tecnologias da Embrapa Agroenergia, respons\u00e1vel por instruir, negociar e celebrar acordos de parcerias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Objetivo do projeto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador Jo\u00e3o Ricardo Moreira de Almeida, coordenador do projeto, a substitui\u00e7\u00e3o ou diminui\u00e7\u00e3o do uso de fertilizantes de origem n\u00e3o renov\u00e1vel por biofertilizantes tem se mostrado poss\u00edvel em diferentes culturas. \u201cDe fato, v\u00e1rios microrganismos solubilizadores de nutrientes no solo e produtores de fito-horm\u00f4nios t\u00eam sido isolados, caracterizados e empregados no desenvolvimento de bioinsumos para aplica\u00e7\u00e3o em diferentes culturas, mas com limitado uso na cana-de-a\u00e7\u00facar\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador, apesar do sucesso no uso de vinha\u00e7a de milho como biofertilizante pela SJC Bioenergia, ainda existe a necessidade do melhor uso dessa mat\u00e9ria-prima. \u201cEssa \u00e9 a proposta do projeto, que vai empregar leveduras da cole\u00e7\u00e3o da Embrapa Agroenergia previamente selecionadas pelo potencial de uso como biofertilizantes\u201d, explicou Jo\u00e3o Ricardo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do coordenador Jo\u00e3o Ricardo, a Embrapa Agroenergia tamb\u00e9m est\u00e1 trabalhando no projeto com outros pesquisadores e analistas de pesquisa, e tamb\u00e9m as equipes das \u00e1reas de gest\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o de projetos. Pela SJC Bioenergia, participam o gerente de Processos Agr\u00edcolas Renan Santos Florentino, o coordenador de Processos Agr\u00edcolas Rog\u00e9rio Viana e o gerente de Processos Industriais Isaac Alves Pinho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SJC Bioenergia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A SJC Bioenergia \u00e9 uma empresa com atua\u00e7\u00e3o nacional e internacional, localizada na cidade de Quirin\u00f3polis, no Estado de Goi\u00e1s, produtora de a\u00e7\u00facar VHP, etanol, eletricidade, nutri\u00e7\u00e3o animal e \u00f3leo vegetal. A empresa processa cerca de 10 milh\u00f5es de toneladas equivalentes de cana-de-a\u00e7\u00facar por safra. Atualmente, tamb\u00e9m produz etanol de milho, processando cerca de 600 mil toneladas de gr\u00e3os por safra. A empresa tamb\u00e9m tem produ\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias e fungos on farm para uso como insumos biol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:  Embrapa Agroenergia <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crescente demanda por energia, materiais e alimentos ambientalmente amig\u00e1veis tem impulsionado o desenvolvimento de tecnologias sustent\u00e1veis com base em recursos renov\u00e1veis e de base biol\u00f3gica nos diferentes setores agroindustriais. Na agricultura, fertilizantes e defensivos qu\u00edmicos n\u00e3o renov\u00e1veis t\u00eam sido substitu\u00eddos por produtos de origem biol\u00f3gica, denominados bioinsumos, visando-se maior sustentabilidade. 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