{"id":2245,"date":"2023-11-13T08:17:13","date_gmt":"2023-11-13T12:17:13","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=2245"},"modified":"2023-11-13T08:17:15","modified_gmt":"2023-11-13T12:17:15","slug":"araucaria-gigante-que-caiu-por-causa-das-chuvas-no-sul-sera-clonada-pela-embrapa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/araucaria-gigante-que-caiu-por-causa-das-chuvas-no-sul-sera-clonada-pela-embrapa\/","title":{"rendered":"Arauc\u00e1ria gigante que caiu por causa das chuvas no Sul ser\u00e1 clonada pela Embrapa"},"content":{"rendered":"\n<p>Um trabalho de resgate gen\u00e9tico iniciado pela Embrapa Florestas pretende, por meio da t\u00e9cnica de enxertia, clonar a arauc\u00e1ria  de presumidos 750 anos, que desabou no Paran\u00e1, e, assim, possibilitar o plantio de \u00e1rvores geneticamente id\u00eanticas \u00e0 \u00e1rvore gigante. Nesta segunda-feira, 06\/11, o pesquisador Ivar Wendling esteve na propriedade e coletou brotos para realizar o procedimento, al\u00e9m da coleta de material para o Laborat\u00f3rio de Cultura de Tecidos e Transforma\u00e7\u00e3o, que vai realizar estudos sobre a viabilidade da clonagem in vitro. <\/p>\n\n\n\n<p>No domingo, 29\/10, o pa\u00eds recebeu com tristeza a not\u00edcia da queda da maior arauc\u00e1ria do Paran\u00e1, que ficava em uma propriedade rural em Cruz Machado. A \u00e1rvore, com 42 metros de altura, circunfer\u00eancia \u00e0 altura do peito de mais de 6 metros, e idade estimada, segundo informa\u00e7\u00f5es da Prefeitura Municipal, em mais de 750 anos, n\u00e3o resistiu \u00e0s fortes chuvas que assolaram o estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO impacto de ver uma gigante destas ca\u00edda \u00e9 muito grande\u201d, revelou Wendling, \u201cmas fico feliz em podermos estudar melhor a \u00e1rvore e realizar sua clonagem\u201d. A t\u00e9cnica \u00e9 simples, mas exige acesso a brotos da copa, que podem originar os chamados enxertos \u201cde galho\u201d ou \u201cde tronco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Wendling explica que \u201ca arauc\u00e1ria \u00e9 a \u00fanica \u00e1rvore do Brasil que tem galho e tronco separados com muita clareza. Ent\u00e3o, dependendo de onde tiramos o broto, teremos diferentes caracter\u00edsticas da planta que vai surgir\u201d. A arauc\u00e1ria de galho dar\u00e1 origem a uma \u201cmini arauc\u00e1ria\u201d, que vai chegar a, no m\u00e1ximo, 3 a 5 metros de altura. \u201cComo esta \u00e1rvore \u00e9 f\u00eamea, teremos mini arauc\u00e1rias que produzem pinh\u00f5es\u201d, explica o pesquisador. \u201cMas, seus pinh\u00f5es, v\u00e3o originar \u00e1rvores de tamanho \u2018normal\u2019\u201d. J\u00e1 os enxertos \u201cde tronco\u201d v\u00e3o dar origem a \u00e1rvores \u201cnormais\u201d. \u201cPossivelmente os clones desta \u00e1rvore n\u00e3o chegar\u00e3o \u00e0 mesma altura, pois coletamos brotos maduros, mas a sua gen\u00e9tica vai permanecer\u201d, esclarece Wendling.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a idade e altura fora do comum, a arauc\u00e1ria gigante de Cruz Machado estava bastante ativa: \u201cao chegar ao local, nos deparamos com infloresc\u00eancias e pinhas em forma\u00e7\u00e3o, indicando que a \u00e1rvore ainda estava em idade reprodutiva\u201d, comemora o pesquisador. No entanto, seu tronco j\u00e1 estava completamente oco, o que vai impedir a retirada de discos de madeira e a efetiva contagem de anos da \u00e1rvore.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Laborat\u00f3rio de Dendrocronologia da Embrapa Florestas poderia calcular a idade da \u00e1rvore com mais assertividade, mas \u00e1rvores mais velhas como esta geralmente formam ocos em seu interior e, sem podermos chegar ao cerne, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a efetiva contagem dos an\u00e9is de crescimento\u201d, explica. Mas a pergunta que fica \u00e9: \u2018como ela ainda estava viva se o seu interior estava oco?\u2019. Wendling explica que o interior do tronco da \u00e1rvore serve para a sustenta\u00e7\u00e3o de sua estrutura, mas a seiva, que alimenta a \u00e1rvore, corre muito pr\u00f3xima \u00e0 casca. \u201cE \u00e9 por isso, possivelmente, que ela sucumbiu \u00e0s fortes chuvas e ventos: com o interior oco, n\u00e3o havia sustenta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Se os brotos ser\u00e3o vi\u00e1veis para os enxertos darem certo ainda \u00e9 uma inc\u00f3gnita. \u201cProcuramos vir o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e conseguimos coletar muitas brota\u00e7\u00f5es de galho, mas poucas de tronco, que s\u00e3o realmente mais dif\u00edceis de conseguir\u201d, explica. \u201cMas, sendo vi\u00e1veis, esperamos em breve levar para a propriet\u00e1ria da \u00e1rea e para o munic\u00edpio de Cruz Machado diversas mudas para serem plantadas tanto na \u00e1rea onde a arauc\u00e1ria gigante caiu quanto em outros locais do munic\u00edpio. Tamb\u00e9m esperamos enriquecer o banco gen\u00e9tico de arauc\u00e1rias que temos na Embrapa Florestas\u201d, salienta Wendling.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Silmar Kazenoh, secret\u00e1rio de Agricultura e Meio Ambiente de Cruz Machado, \u201cal\u00e9m de ser o s\u00edmbolo do Paran\u00e1, t\u00ednhamos o privil\u00e9gio de ter a maior do estado, que recebia muitas visitas. O trabalho de enxertia ser\u00e1 importante para termos clones deste material\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:  Embrapa Florestas <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um trabalho de resgate gen\u00e9tico iniciado pela Embrapa Florestas pretende, por meio da t\u00e9cnica de enxertia, clonar a arauc\u00e1ria de presumidos 750 anos, que desabou no Paran\u00e1, e, assim, possibilitar o plantio de \u00e1rvores geneticamente id\u00eanticas \u00e0 \u00e1rvore gigante. 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