{"id":2405,"date":"2023-12-05T13:51:45","date_gmt":"2023-12-05T17:51:45","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=2405"},"modified":"2023-12-05T13:51:47","modified_gmt":"2023-12-05T17:51:47","slug":"fluorescencia-da-nanocelulose-e-capaz-de-detectar-tanino-em-vinho-tinto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/fluorescencia-da-nanocelulose-e-capaz-de-detectar-tanino-em-vinho-tinto\/","title":{"rendered":"Fluoresc\u00eancia da nanocelulose \u00e9 capaz de detectar tanino em vinho tinto"},"content":{"rendered":"\n<p> A fluoresc\u00eancia de nanocristais de celulose (CNC) tem potencial para monitorar o teor de \u00e1cido t\u00e2nico em vinhos tintos <\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o (SP) e da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) desenvolveram uma solu\u00e7\u00e3o aquosa, conhecida como sensor em forma l\u00edquida, que permitiu uma descoberta importante: a fluoresc\u00eancia de nanocristais de celulose (CNC) tem potencial para monitorar o teor de \u00e1cido t\u00e2nico em vinhos tintos. A solu\u00e7\u00e3o composta de CNC pura se mostrou eficaz para apontar a presen\u00e7a de tanino, um par\u00e2metro considerado fundamental por en\u00f3logos na estrutura e caracter\u00edsticas organol\u00e9pticas (aroma e sabor) e ainda atuar na estabiliza\u00e7\u00e3o da cor do vinho.<\/p>\n\n\n\n<p>A constata\u00e7\u00e3o de que a autofluoresc\u00eancia da celulose se altera na presen\u00e7a do \u00e1cido t\u00e2nico abre caminhos para o desenvolvimento de sensores \u00f3pticos \u00e0 base de nanocristais de celulose para monitorar taninos, n\u00e3o s\u00f3 em vinhos, mas em produtos aliment\u00edcios e bebidas. Na demonstra\u00e7\u00e3o, como prova de conceito, a pesquisa detectou a mol\u00e9cula de tanino associada \u00e0 palatabilidade em vinhos tipo Cabernet Sauvignon e Tannat.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Enologia (ABE), o en\u00f3logo Ricardo Morari, explica que os taninos s\u00e3o compostos fen\u00f3licos que desempenham um papel importante na composi\u00e7\u00e3o, qualidade e potencial de envelhecimento dos vinhos tintos. Al\u00e9m disso, ele diz que os taninos t\u00eam a capacidade de fixar pigmentos, contribuindo para a estabilidade da cor, al\u00e9m de fornecer estrutura e, quando bem integrados e equilibrados, proporcionam complexidade e eleg\u00e2ncia aos vinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA possibilidade de detec\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea desse componente atrav\u00e9s de uma nova tecnologia poder\u00e1 fornecer ao en\u00f3logo uma informa\u00e7\u00e3o importante para que ele possa entender melhor as caracter\u00edsticas e a composi\u00e7\u00e3o do produto que est\u00e1 elaborando, conduzindo a elabora\u00e7\u00e3o de maneira a extrair o m\u00e1ximo do potencial e qualidade desse vinho\u201d, avalia Morari, que atua na Cooperativa Vin\u00edcola Garibaldi, localizada em Garibaldi (RS).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele conta que os taninos est\u00e3o associados \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o na boca de adstring\u00eancia de bebidas como os vinhos. \u00c9 o que torna a textura do vinho seca, amarga e encorpada por conta do seu efeito adstringente, mas tamb\u00e9m auxilia na conserva\u00e7\u00e3o da bebida. Eles est\u00e3o presentes em cascas de uvas, sementes e nos cabinhos dos cachos, conhecidos como enga\u00e7os. Mas, embora seja um importante atributo sensorial enol\u00f3gico na determina\u00e7\u00e3o das qualidades do vinho, em excesso, \u00e9 considerado um antinutriente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, a determina\u00e7\u00e3o de tanino em amostras de alimentos por m\u00e9todos anal\u00edticos \u00f3pticos \u2013 fotoluminesc\u00eancia \u2013 pode ser vantajosa, uma vez que esse tipo de procedimento \u00e9 r\u00e1pido, elimina a necessidade de experimentos e reagentes trabalhosos, ao mesmo tempo que proporciona relativa sensibilidade e seletividade\u201d, afirma a p\u00f3s-doutoranda Kelcilene Teodoro, que conduziu a pesquisa sob a supervis\u00e3o do pesquisador da Embrapa Daniel Souza Corr\u00eaa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sommeliers de S\u00e3o Carlos, M\u00e1rio Francisco Mucheroni, com esses sensores, os especialistas poder\u00e3o ter uma informa\u00e7\u00e3o a mais para a an\u00e1lise. \u201cQuem sabe no futuro possa tamb\u00e9m ter informa\u00e7\u00f5es sobre a origem, sementes, peles e barricas. Essa separa\u00e7\u00e3o seria fundamental para o en\u00f3logo, no caso dos vinhos\u201d, comenta o presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra vantagem do sensor em forma l\u00edquida \u00e9 que o m\u00e9todo, em princ\u00edpio, pode ser adaptado para aparelhos port\u00e1teis de fluoresc\u00eancia, facilitando o uso em diferentes locais.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Teodoro, a literatura cient\u00edfica \u00e9 escassa no que diz respeito \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de propriedades fluorescentes da celulose, que possam ser utilizadas em sensores qu\u00edmicos. \u201cGeralmente, na \u00e1rea de sensores, a celulose ou a nanocelulose, embora bastante vers\u00e1til, \u00e9 combinada com outros materiais que desempenham o papel principal no mecanismo de detec\u00e7\u00e3o. Dessa forma, na maioria das aplica\u00e7\u00f5es, a nanocelulose atua como suporte ou substrato, enquanto sua autofluoresc\u00eancia inerente permanece ainda pouco explorada para aplica\u00e7\u00f5es em sensores\u201d, esclarece a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s buscamos ampliar o uso de nanocelulose no ramo de sensores, encontrando aplica\u00e7\u00f5es inovadoras para esse material, j\u00e1 que verificamos que sua propriedade de autofluoresc\u00eancia tem potencial para ser utilizada como sensor \u00f3ptico, fen\u00f4meno pouco relatado na literatura\u201d, relata Corr\u00eaa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rota enzim\u00e1tica<\/strong><br> O estudo foi realizado no Laborat\u00f3rio Nacional de Nanotecnologia para o Agroneg\u00f3cio (LNNA), sediado na Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Carlos (SP), com a proposta de investigar o aproveitamento da propriedade de autofluoresc\u00eancia de nanocristais de celulose para us\u00e1-la como ferramenta na detec\u00e7\u00e3o dos taninos. A pesquisa integra esfor\u00e7os cont\u00ednuos de um grupo de cientistas para promover novas aplica\u00e7\u00f5es aos materiais celul\u00f3sicos sustent\u00e1veis frente \u00e0 demanda crescente por dispositivos optoeletr\u00f4nicos em um cen\u00e1rio automatizado.<\/p>\n\n\n\n<p>A obten\u00e7\u00e3o dos nanocristais foi realizada por rota enzim\u00e1tica, que \u00e9 o isolamento de nanoestruturas de celulose a partir de tratamentos mediados por enzimas, a partir de cavacos de madeira de seringueira branqueados, cedidos pela Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cio (Apta), de Colina (SP).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Teodoro, estudos de s\u00edntese de nanocristais de celulose (CNC &#8211; foto \u00e0 esquerda) a partir de hidr\u00f3lise enzim\u00e1tica apontam tend\u00eancia de menor custo energ\u00e9tico, associados a condi\u00e7\u00f5es experimentais de temperatura e press\u00e3o mais amenas, al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos menos t\u00f3xicos, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hidr\u00f3lise \u00e1cida com \u00e1cidos minerais. Assim, apresentam grande potencial para sustentabilidade no processo de obten\u00e7\u00e3o de nanoceluloses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Potencial sensor<\/strong><br> Os pesquisadores testaram a aplicabilidade do sensor na forma l\u00edquida em bebidas obtidas a partir das uvas Cabernet Sauvignon e Tannat. O processo de detec\u00e7\u00e3o consistiu em adicionar diferentes concentra\u00e7\u00f5es de \u00e1cido t\u00e2nico comercial \u00e0 suspens\u00e3o aquosa de nanocristais de celulose extra\u00eddos da madeira da seringueira. As mudan\u00e7as nos espectros de fluoresc\u00eancia dos nanocristais de celulose foram monitoradas imediatamente ap\u00f3s a mistura do tanino com a suspens\u00e3o aquosa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConstatamos que a propriedade de fotoluminesc\u00eancia advinda de agregados de nanocristais de celulose foi capaz de identificar \u00e1cido t\u00e2nico em diferentes vinhos tintos de modo eficiente, em concentra\u00e7\u00f5es que podem ser de interesse industrial. Observamos tamb\u00e9m que compostos, normalmente encontrados nas matrizes do vinho, n\u00e3o causaram altera\u00e7\u00f5es significativas no sinal detectado\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>A efici\u00eancia de aplica\u00e7\u00e3o do sensor em amostras de vinhos brasileiros foi validada por meio do m\u00e9todo de medida das taxas de recupera\u00e7\u00e3o. \u201cNesse m\u00e9todo, os dados obtidos para \u00e1cido t\u00e2nico em vinhos foram comparados aos registrados para o \u00e1cido t\u00e2nico em \u00e1gua. Os resultados alcan\u00e7aram taxas elevadas de recupera\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximas a 100% \u2013 de 99,7% para o vinho Cabernet Sauvignon e 95,3% para o vinho Tannat\u201d, conta Teodoro.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Corr\u00eaa, essas descobertas sugerem que os sensores \u00f3pticos baseados em nanocristais de celulose t\u00eam potencial para serem usados no monitoramento da qualidade de produtos aliment\u00edcios e bebidas. \u201cAs nanoceluloses s\u00e3o tradicionalmente exploradas como agentes de refor\u00e7o mec\u00e2nico, mas o ganho em sustentabilidade utilizando a celulose para substituir materiais t\u00f3xicos, n\u00e3o renov\u00e1veis ou de alto custo, tem chamado a aten\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias de madeira e papel, e esfor\u00e7os colaborativos t\u00eam surgido em todo o mundo para desenvolver novos produtos ecol\u00f3gicos e amig\u00e1veis\u201d, diz o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas enfatizam benef\u00edcios adicionais conferidos pela celulose \u00e0 plataforma de sensoriamento, como a sua natureza at\u00f3xica, biodegrad\u00e1vel, vers\u00e1til e sustent\u00e1vel. Com base em suas fontes de origem e caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas, as nanoceluloses podem ser classificadas como nanocristais de celulose (CNCs), nanofibrilas de celulose (CNFs) e celulose bacteriana (BC).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pesquisa<\/strong><br> O estudo \u201cExploring the potential of cellulose autofluorescence for optical detection of tannin in red wines\u201d foi publicado on-line na revista Carbohydrate Polymers. Al\u00e9m de Teodoro e Corr\u00eaa, assinam o artigo os pesquisadores da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o Maria Alice Martins e Luiz Henrique Capparelli Mattoso, e os bolsistas do LNNA e do Centro de Ci\u00eancias Exatas e Tecnologia do Departamento de Qu\u00edmica da UFSCar Rafaela S. Andre, Maycon J. Silva e Rodrigo Schneider.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa teve o apoio do Sistema Nacional de Laborat\u00f3rios em Nanotecnologias (SisNANO), vinculado ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI), Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), Rede de Nanotecnologia para Pesquisa em Agricultura (Rede AgroNano) e Embrapa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e1lise sensorial<\/strong><br> A en\u00f3loga da vin\u00edcola Terras Altas, localizada em Bonfim Paulista, distrito de Ribeir\u00e3o Preto (SP), Lu\u00edsa Antunes Tannure, explica que o processo atual para avaliar os taninos \u00e9 realizado de forma sensorial na uva e no vinho. Na \u00e9poca de matura\u00e7\u00e3o da uva no campo, s\u00e3o feitas an\u00e1lises qu\u00edmicas para detectar o pH, acidez e a\u00e7\u00facar em \u00baBrix, e provadas as uvas, avaliando textura e cor de sementes e cascas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe as sementes estiverem com colora\u00e7\u00e3o marrom e crocante \u00e9 um sinal de que os taninos est\u00e3o com polimeriza\u00e7\u00e3o adequada. No vinho tamb\u00e9m avaliamos se a sensa\u00e7\u00e3o na boca gerada pelos taninos est\u00e1 adequada\u201d, conta a en\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela diz que tamb\u00e9m realiza a an\u00e1lise de IPT (\u00cdndice de Polifen\u00f3is Totais) para medir taninos e outros compostos fen\u00f3licos sem separ\u00e1-los. A an\u00e1lise qu\u00edmica consiste em algumas etapas e tem in\u00edcio com a dilui\u00e7\u00e3o do vinho e coloca\u00e7\u00e3o de uma amostra em um aparelho chamado espectrofot\u00f4metro, que realiza a leitura imediata. Tannure explica que depois \u00e9 feita uma conta simples, mas que n\u00e3o mede taninos exclusivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo o equipamento \u00e9 caro, essa an\u00e1lise \u00e9 terceirizada, mas o custo para realiz\u00e1-la \u00e9 baixo. A an\u00e1lise geralmente \u00e9 feita ap\u00f3s a fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica ou malol\u00e1tica (feita por bact\u00e9rias com a libera\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono) para se obter dados do vinho no tanque e antes de engarrafar. Com isso, \u00e9 poss\u00edvel obter um laudo do produto antes de finaliz\u00e1-lo\u201d, explica a en\u00f3loga. Ela ainda acrescenta que, para a tomada de decis\u00f5es no dia a dia da vin\u00edcola, apenas a an\u00e1lise sensorial \u00e9 suficiente. \u201cA de IPT \u00e9 importante, mas n\u00e3o imprescind\u00edvel\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:  Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fluoresc\u00eancia de nanocristais de celulose (CNC) tem potencial para monitorar o teor de \u00e1cido t\u00e2nico em vinhos tintos Pesquisadores da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o (SP) e da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) desenvolveram uma solu\u00e7\u00e3o aquosa, conhecida como sensor em forma l\u00edquida, que permitiu uma descoberta importante: a fluoresc\u00eancia de nanocristais de celulose (CNC) tem&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2407,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[20,19],"tags":[83],"class_list":["post-2405","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-embrapa","category-noticias","tag-pesquisa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2405","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2405"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2405\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2408,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2405\/revisions\/2408"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2407"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2405"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2405"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2405"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}