{"id":2559,"date":"2024-01-08T08:01:44","date_gmt":"2024-01-08T12:01:44","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=2559"},"modified":"2024-01-08T08:01:45","modified_gmt":"2024-01-08T12:01:45","slug":"zarc-para-cereais-de-inverno-foi-atualizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/zarc-para-cereais-de-inverno-foi-atualizado\/","title":{"rendered":"ZARC para cereais de inverno foi atualizado"},"content":{"rendered":"\n<p>Trigo est\u00e1 presente em diversos estados brasileiros<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA atividade agr\u00edcola \u00e9 uma ilha cercada de riscos por todos os lados\u201d. A frase \u00e9 do agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, e resume a import\u00e2ncia do Zoneamento Agr\u00edcola de Riscos Clim\u00e1tico (ZARC). A atualiza\u00e7\u00e3o na indica\u00e7\u00e3o do cultivo de cereais de inverno permitiu o aprimoramento na gest\u00e3o de riscos em culturas como trigo, triticale, cevada e aveia. As portarias com as atualiza\u00e7\u00f5es foram publicadas pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) no dia 28\/12\/23.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o cultivo dos cereais de inverno pode ser realizado desde o extremo sul, na regi\u00e3o de clima temperado, at\u00e9 o centro e parte do nordeste do Pa\u00eds, na zona de clima tropical. De forma geral, 10 estados brasileiros possuem indica\u00e7\u00e3o para cultivo de cereais de inverno, tanto em sistema de sequeiro como irrigado: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s, Mato Grosso e Bahia, al\u00e9m do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o dos ZARCs para cereais de inverno no Brasil, contemplando trigo, triticale, cevada e aveia, sistemas sequeiro e irrigado, e, no caso do trigo, tamb\u00e9m de duplo proposito (produ\u00e7\u00e3o e forragem + gr\u00e3o), contemplou os principais riscos clim\u00e1ticos para esses cultivos: excesso de chuva no per\u00edodo de colheita, geada no espigamento e seca na semeadura e\/ou enchimento de gr\u00e3os. O ZARC traz orienta\u00e7\u00f5es em escala municipal, de acordo com o ciclo de cada cultivar e da disponibilidade de \u00e1gua (AD) de cada solo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Zoneamento Agr\u00edcola de Riscos Clim\u00e1tico (ZARC) entrou em opera\u00e7\u00e3o na safra de inverno de 1996 com a cultura do trigo. Desde ent\u00e3o, tem sido uma importante ferramenta de gest\u00e3o de riscos e indu\u00e7\u00e3o de uso de tecnologia na agricultura brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA atividade agr\u00edcola, cada vez mais, tem sido vista como \u2018uma ilha cercada de riscos por todos os lados\u2019, onde, al\u00e9m dos riscos inerentes ao mercado, sobressaem-se os relacionados com o clima. Nesse sentido, a chamada gest\u00e3o integrada de riscos tem merecidos especial aten\u00e7\u00e3o, seja dos gestores p\u00fablicos, respons\u00e1veis pelas pol\u00edticas de cr\u00e9dito e securidade rural, ou por executivos empresariais, que tem a miss\u00e3o de cuidar de investimentos cada vez mais vultosos na agricultura brasileira\u201d, argumenta Gilberto Cunha.<\/p>\n\n\n\n<p>O ZARC conta com constantes aperfei\u00e7oamentos no sistema, cuja altera\u00e7\u00e3o mais recente envolveu a mudan\u00e7a, estabelecida pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2, de 5 de agosto de 2022, que definiu o novo m\u00e9todo de classifica\u00e7\u00e3o dos solos em fun\u00e7\u00e3o da \u00e1gua dispon\u00edvel (AD), ficando normatizadas, a partir da composi\u00e7\u00e3o granulom\u00e9trica de cada solo (fra\u00e7\u00f5es argila, silte e areia), seis classes de \u00e1gua dispon\u00edvel (6ADs).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a nova metodologia, agora \u00e9 poss\u00edvel melhor discrimina\u00e7\u00e3o dos limites de risco \u2013 20%, 30% e 40% &#8211; em escala municipal. \u201cA mudan\u00e7a atendeu os anseios dos segmentos ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se sentiam adequadamente contemplados nos tr\u00eas tipos de solos que vinham sendo at\u00e9 ent\u00e3o considerados, e dos profissionais da \u00e1rea de seguro agr\u00edcola, que reivindicavam, na esfera privada, melhor discrimina\u00e7\u00e3o espacial dos riscos clim\u00e1ticos que afetam a agricultura brasileira\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>O padr\u00e3o ZARC, com resultados em escala municipal, para tr\u00eas grupos de cultivares, com a indica\u00e7\u00e3o de per\u00edodos favor\u00e1veis de semeadura em tr\u00eas n\u00edveis de risco (20%, 30% e 40%) e, agora, para seis n\u00edveis de disponibilidade de \u00e1gua nos solos, segue o mesmo protocolo estabelecido pelo Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (MAPA).<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho \u00e9 coordenado pela Embrapa Agricultura Digital, com a colabora\u00e7\u00e3o de diversas Unidades da empresa distribu\u00eddas no territ\u00f3rio nacional. Os resultados podem ser encontrados no Portal do MAPA  ou acessando o aplicativo <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-solucoes-tecnologicas\/-\/produto-servico\/6516\/aplicativo-zarc---plantio-certo\">ZARC Plantio Certo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:  Embrapa Trigo <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trigo est\u00e1 presente em diversos estados brasileiros \u201cA atividade agr\u00edcola \u00e9 uma ilha cercada de riscos por todos os lados\u201d. A frase \u00e9 do agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, e resume a import\u00e2ncia do Zoneamento Agr\u00edcola de Riscos Clim\u00e1tico (ZARC). 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