{"id":3324,"date":"2024-06-19T08:22:44","date_gmt":"2024-06-19T12:22:44","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=3324"},"modified":"2024-06-19T08:22:46","modified_gmt":"2024-06-19T12:22:46","slug":"boas-praticas-agropecuarias-sao-instrumentos-de-minimizacao-de-riscos-na-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/boas-praticas-agropecuarias-sao-instrumentos-de-minimizacao-de-riscos-na-agricultura\/","title":{"rendered":"Boas pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias s\u00e3o instrumentos de minimiza\u00e7\u00e3o de riscos na agricultura"},"content":{"rendered":"\n<p>Diferentes ferramentas e tecnologias podem ser usadas em conjunto na gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos na agricultura. O uso de boas pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias e de t\u00e9cnicas sustent\u00e1veis \u00e9 uma dessas alternativas e passar\u00e1 a ser cada vez mais valorizada. Esse foi um dos temas apresentados durante a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ctt1tQdguJU\">8\u00aa Reuni\u00e3o da Rede Zarc Embrapa<\/a>, que \u00e9 realizada de 18 a 20 de junho na Embrapa Sede em Bras\u00edlia (DF).<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas conservacionistas e sustent\u00e1veis, como plantio direto na palha, rota\u00e7\u00e3o de culturas, aumento de mat\u00e9ria org\u00e2nica no solo, uso de sistemas de integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria-floresta (ILPF) entre outras ajudam a mitigar riscos de perdas causadas por adversidades clim\u00e1ticas, como secas prolongadas ou chuvas em excesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse menor risco, em um futuro breve, produtores que utilizam essas pr\u00e1ticas dever\u00e3o contar com maior subven\u00e7\u00e3o no seguro agr\u00edcola e obter taxas de juros mais baixas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das iniciativas neste sentido \u00e9 o Zoneamento Agr\u00edcola de Risco Clim\u00e1tico N\u00edveis de Manejo, que ir\u00e1 considerar as t\u00e9cnicas de manejo adotadas pelo produtor na defini\u00e7\u00e3o dos riscos. Outra inciativa vem sendo adotada pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, por meio da taxonomia sustent\u00e1vel, que visa definir e padronizar indicadores de sustentabilidade das propriedades rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia \u00e9 reduzir juros para atividades sustent\u00e1veis e beneficiar quem adota essas pr\u00e1ticas\u201d, explica Gilson Bittencourt, Subsecret\u00e1rio de Pol\u00edtica Agr\u00edcola e Neg\u00f3cios Agroambientais, do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Bittencourt, este \u00e9 um trabalho \u00e1rduo, pois envolve a defini\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros e um modelo de certifica\u00e7\u00e3o para atestar que as pr\u00e1ticas est\u00e3o realmente sendo feitas de maneira sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Zarc<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Dentre os instrumentos de gest\u00e3o de riscos, o Zarc foi apontado como um grande trunfo do setor agropecu\u00e1rio brasileiro e que tem despertado interesse de outros pa\u00edses. Utilizado para o Proagro, Programa de Seguro Rural (PSR) e tamb\u00e9m pelas seguradoras que atuam fora do PSR, este instrumento tem sido importante balizador para mitigar riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Rede Zarc de pesquisa da Embrapa vem trabalhando constantemente em melhorias da ferramenta. Uma que j\u00e1 foi implantada nos \u00faltimos anos \u00e9 o uso de tr\u00eas faixas de risco e que a partir de julho do 2024 passar\u00e1 a ser usada como refer\u00eancia na cobertura do seguro. Contratos com 20% de risco ter\u00e3o cobertura de 100%, com 30% a cobertura ser\u00e1 de 50% e com 40% de risco a cobertura cai para 50%.<\/p>\n\n\n\n<p>As melhorias no Zarc fazem parte do Plano Nacional de Gest\u00e3o de Risco Agropecu\u00e1rio, desenvolvido pela Secretaria de Pol\u00edtica Agr\u00edcola no Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria. De acordo com J\u00f4natas Pulquerio, diretor de Gest\u00e3o de Risco Agropecu\u00e1rio do Mapa, o Plano tem como pilares a moderniza\u00e7\u00e3o do seguro rural, informaliza\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o, pesquisa e desenvolvimento e sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Seguro rural<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio do seguro rural no Brasil nos \u00faltimos quatro anos foi apresentado durante a reuni\u00e3o por Daniel Nascimento, da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Seguradoras. Ele mostrou que ap\u00f3s atingir um pico de 16 milh\u00f5es de hectares segurados no pa\u00eds em 2020, o n\u00famero caiu para 11 milh\u00f5es de hectares em 2023. Ao mesmo tempo o percentual de sinistralidade aumentou no per\u00edodo, ficando com a m\u00e9dia de 100% em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Rio Grande do Sul, Paran\u00e1 e Mato Grosso do Sul concentram 56,7% dos pr\u00eamios do pa\u00eds nos \u00faltimos quatro anos, 69,5% dos sinistros e uma taxa de sinistralidade de 111,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do cen\u00e1rio, Nascimento apresentou desafios e dificuldades do setor como a massifica\u00e7\u00e3o do risco, os cortes e contingenciamento no PSR, a disponibilidade do recurso do PSR, fomento \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos estados no programa de subven\u00e7\u00e3o ao pr\u00eamio, constitui\u00e7\u00e3o de banco de dados unificado, cria\u00e7\u00e3o de fundo cat\u00e1strofe, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme Rios, assessor t\u00e9cnico da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Agricultura destacou que apenas 11% da \u00e1rea agr\u00edcola do pa\u00eds \u00e9 segurada, enquanto nos Estados Unidos esse n\u00famero chega a 90%. De acordo com ele, para que esse n\u00famero cres\u00e7a \u00e9 preciso que o seguro agr\u00edcola seja visto como uma pol\u00edtica de Estado no Brasil e n\u00e3o como pol\u00edtica de governos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destacou que neste ano, pela primeira vez, as ferramentas de gest\u00e3o de risco apareceram como a principal demanda feita pelos produtores por meio de reuni\u00f5es regionais realizadas junto \u00e0s federa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As principais demandas do setor, segundo Guilherme Rios, foram cria\u00e7\u00e3o de um fundo para cat\u00e1strofe aliando atores p\u00fablicos e privados, suplementa\u00e7\u00e3o do PSR, transfer\u00eancia de recursos da subven\u00e7\u00e3o ao seguro rural para opera\u00e7\u00f5es oficiais de cr\u00e9dito e melhoria da oferta e estruturas do seguro rural em todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reuni\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador Aryeverton de Oliveira, da Embrapa, que moderou a programa\u00e7\u00e3o da tarde desta ter\u00e7a-feira na reuni\u00e3o da Rede Zarc Embrapa, a participa\u00e7\u00e3o de diferentes atores do Banco Central, Minist\u00e9rios da Agricultura e da Fazenda, representantes de seguradoras e do setor produtivo neste primeiro dia do encontro propicia a intera\u00e7\u00e3o com todos os setores envolvidos como tamb\u00e9m a prospec\u00e7\u00e3o de demandas que podem ser trabalhadas pela equipe.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita como exemplo o in\u00edcio das conversas sobre os n\u00edveis de risco h\u00e1 dez anos, no primeiro encontro da rede. Hoje a melhoria foi implementada e gera benef\u00edcios para os agricultores brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A programa\u00e7\u00e3o da reuni\u00e3o segue nesta quarta e quinta-feira, sendo que na quarta haver\u00e1 transmiss\u00e3o ao vivo pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3TEIHtGWA5Y\">canal da Embrapa no Youtube<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Agricultura Digital <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferentes ferramentas e tecnologias podem ser usadas em conjunto na gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos na agricultura. O uso de boas pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias e de t\u00e9cnicas sustent\u00e1veis \u00e9 uma dessas alternativas e passar\u00e1 a ser cada vez mais valorizada. 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