{"id":3455,"date":"2024-08-09T08:54:06","date_gmt":"2024-08-09T12:54:06","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=3455"},"modified":"2024-08-09T08:54:07","modified_gmt":"2024-08-09T12:54:07","slug":"especialistas-debatem-cenario-da-olivicultura-no-brasil-e-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/especialistas-debatem-cenario-da-olivicultura-no-brasil-e-em-portugal\/","title":{"rendered":"Especialistas debatem cen\u00e1rio da olivicultura no Brasil e em Portugal"},"content":{"rendered":"\n<p>Desafios dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o nacionais para obten\u00e7\u00e3o de azeites de qualidade foram abordados na live<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio da olivicultura no Brasil e em Portugal foi tema da live \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=J_jTxjZyKpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Azeite de oliva: conectando territ\u00f3rios e gastronomia<\/a>\u201d&nbsp;realizado na \u00faltima quarta-feira (7) pela Embrapa. Especialistas discutiram os principais desafios dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o nacionais para obten\u00e7\u00e3o de azeites de qualidade e as a\u00e7\u00f5es do Pa\u00eds na regulamenta\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o do processo produtivo e comercializa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o evento mostrou a import\u00e2ncia dos recursos gen\u00e9ticos e dos territ\u00f3rios para o processo de caracteriza\u00e7\u00e3o, tipifica\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o de azeites portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo foi \u201ctratar, principalmente, da rela\u00e7\u00e3o que a agricultura tem com os territ\u00f3rios e com a alimenta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um tema muito caro para a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/alimentos-e-territorios\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Embrapa Alimentos e Territ\u00f3rios<\/a>, unidade da Embrapa que conecta toda a rela\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de alimentos com a tipifica\u00e7\u00e3o, com as caracter\u00edsticas que os territ\u00f3rios levam para esses alimentos\u201d, explicou o chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/289768\/ricardo-elesbao-alves\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ricardo Elesb\u00e3o<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/clima-temperado\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Embrapa Clima Temperado<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/301531\/jair-costa-nachtigal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jair Costa Nachtigal<\/a>&nbsp; apresentou uma linha do tempo sobre a olivicultura no Brasil, desde 1800, e abordou os desafios da produ\u00e7\u00e3o de oliveiras no Pa\u00eds. Tamb\u00e9m indicou como desenvolver e recomendar boas pr\u00e1ticas para a produ\u00e7\u00e3o de oliveiras. Ele acredita que h\u00e1 ainda muita tecnologia a ser desenvolvida e que \u00e9 poss\u00edvel expandir a produ\u00e7\u00e3o para outras \u00e1reas. \u201cCabe a n\u00f3s aprendermos com quem tem mais experi\u00eancia e j\u00e1 passou por fases que estamos passando agora, evitar alguns erros, buscando a associa\u00e7\u00e3o com os territ\u00f3rios e as identidades\u201d, ressaltou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira que regulamenta a comercializa\u00e7\u00e3o de azeite foi abordada pela&nbsp;auditora fiscal federal agropecu\u00e1ria Helena Pan Rugeri, coordenadora-geral de Qualidade Vegetal (CGQV) do Departamento de Inspe\u00e7\u00e3o de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), da Secretaria de Defesa Agropecu\u00e1ria (SDA) do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mapa<\/a>). As a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Mapa incluem programas nacionais de qualidade de produtos de origem vegetal e de preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, fiscaliza\u00e7\u00f5es no mercado interno indicaram um \u00edndice de conformidade de 63%. Em 2024 o \u00edndice at\u00e9 agora \u00e9 de 46% Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o na importa\u00e7\u00e3o com amostragem de produtos, em 2023, houve 58% de conformidade em laborat\u00f3rios oficiais do Mapa e 96% em laborat\u00f3rios credenciados. \u201cIsso demonstra o trabalho da fiscaliza\u00e7\u00e3o na assertividade das a\u00e7\u00f5es\u201d, de acordo com a fiscal. As fraudes s\u00e3o&nbsp;rapidamente avisadas aos consumidores por alertas do programa PNFraude. Na \u00faltima comunica\u00e7\u00e3o feita este ano 10 marcas foram retiradas do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia da Olivicultura e do Azeite Brasileiros (INCT OABras) foi tema da apresenta\u00e7\u00e3o de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/299737\/humberto-ribeiro-bizzo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Humberto Bizzo<\/a>,&nbsp;pesquisador da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/agroindustria-de-alimentos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos<\/a>&nbsp;e vice-coordenador do INCT OABras. Ele mostrou a atua\u00e7\u00e3o do Instituto, que \u00e9 composto por 18 institui\u00e7\u00f5es, com parceiros da Espanha, It\u00e1lia e Uruguai. Os n\u00facleos tem\u00e1ticos incluem sistemas de produ\u00e7\u00e3o, fitopatologia, qu\u00edmica e metabol\u00f4mica, agroindustrializa\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de azeite de oliva, an\u00e1lise sensorial, e coprodutos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os professores Jos\u00e9 Alberto Cardoso Pereira e Nuno Miguel de Sousa Rodrigues, do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o de Montanha (<a href=\"https:\/\/cimo.ipb.pt\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cimo<\/a>), ligado ao Instituto Polit\u00e9cnico de Bragan\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.ipb.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IPB<\/a>), Portugal, apresentaram o Instituto e os trabalhos desenvolvidos. O pa\u00eds produz oliveiras de norte a sul, mas de forma diferenciada, de acordo com Pereira, diretor cient\u00edfico do Cimo. O cultivo ocupa 6% do territ\u00f3rio portugu\u00eas. Em 2023 foram cultivados 330 mil hectares e extra\u00eddas 158 mil toneladas de azeite. A primeira regi\u00e3o produtora \u00e9 a do Alentejo, com 80% da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nuno Rodrigues falou sobre os produtos que est\u00e3o sendo desenvolvidos para produ\u00e7\u00e3o de derivados de azeitona. Ainda exp\u00f4s eventos realizados sobre o processo de extra\u00e7\u00e3o de azeite e degusta\u00e7\u00e3o de produtos para a comunidade, especialmente estudantes, vivenciar a experi\u00eancia e tamb\u00e9m para ampliar o consumo, al\u00e9m de incentivar o turismo, com roteiros de visitas a oliveiras centen\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Oficina de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 prova de azeite<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/44800246\/54294137\/Oficina_Prova_de_Azeite_Elias_Rodrigues_07-08-24+%2841%29.jpg\/b3e95311-1e8e-5e65-2676-6aa890546f40?t=1723205362392\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os professores do Cimo tamb\u00e9m coordenaram uma oficina de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 prova de azeite e harmoniza\u00e7\u00e3o na manh\u00e3 do dia 7, para chefs de cozinha de Macei\u00f3, representando os seguintes estabelecimentos: Akuaba, Divina Gula, Jardim Secreto, Le Brul\u00e9, Nalva, Piccola Villa e Sur Ante. Participaram da atividade, ainda, pesquisadores e analistas da Embrapa Alimentos e Territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O chef Paulo Farias, do Divino Gula, disse que \u00e9 preciso promover mais desses eventos. \u201cPrecisamos cada vez mais dessa intera\u00e7\u00e3o. Eu acredito que falta muito conte\u00fado nesse sentido, aqui, pra m\u00e3o de obra, principalmente aqui em Alagoas, focado aqui no Nordeste\u201d, relatou. V\u00e9ga Vergetti, diretora da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes (<a href=\"https:\/\/al.abrasel.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Abrasel Alagoas<\/a>),&nbsp;falou da oportunidade desse aprendizado. \u201cAprender n\u00e3o s\u00f3 o que \u00e9 o azeite, como se cultiva e aprender tamb\u00e9m a experimentar. Experimentar, saber da qualidade do azeite e essa intera\u00e7\u00e3o com os chefs de cozinha tamb\u00e9m \u00e9 muito importante\u201d, enfatizou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Parcerias entre o Cimo e a Embrapa&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/44800246\/54294137\/reuniao-tecnica-ipb1-irene-lobo.jpg\/01ece41d-e73a-305b-9815-c76ce893baba?t=1723205053838\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 de 8 de agosto, os professores do Cimo participaram de uma reuni\u00e3o t\u00e9cnica na Embrapa Alimentos e&nbsp;&nbsp;Territ\u00f3rios para discutir quest\u00f5es estrat\u00e9gicas de pesquisa e desenvolvimento. O encontro refor\u00e7ou os la\u00e7os entre as institui\u00e7\u00f5es e destacou novas oportunidades de coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a reuni\u00e3o, Jos\u00e9 Alberto Pereira apresentou uma vis\u00e3o abrangente do Cimo, que conta com cerca de 300 membros, incluindo 100 pesquisadores. Ele destacou que aproximadamente 60% dos estudantes de doutorado da institui\u00e7\u00e3o s\u00e3o brasileiros, evidenciando a forte liga\u00e7\u00e3o do Cimo com o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o abordou as principais linhas de pesquisa do centro, que incluem estudos sobre abelhas, cadeias alimentares de produ\u00e7\u00e3o, fertilidade do solo em \u00e1reas de montanha, valoriza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos de base biol\u00f3gica e o desenvolvimento de processos e produtos naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Pereira tamb\u00e9m ressaltou a rela\u00e7\u00e3o estreita do Cimo com institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas brasileiras, mencionando os 56 protocolos de coopera\u00e7\u00e3o com universidades do pa\u00eds, com \u00eanfase na parceria com a Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 (UTFPR), que possibilita a dupla diploma\u00e7\u00e3o para estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Elesb\u00e3o destacou as conex\u00f5es entre as linhas de pesquisa da Embrapa e do Cimo, especialmente em \u00e1reas como identifica\u00e7\u00e3o de produtos t\u00edpicos, explora\u00e7\u00e3o de nichos de mercado e valoriza\u00e7\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es gastron\u00f4micas regionais. Segundo Elesb\u00e3o, &#8220;a Embrapa j\u00e1 desenvolveu diversas iniciativas semelhantes \u00e0s mencionadas pelos colegas do CIMO, e identificamos v\u00e1rias oportunidades para colabora\u00e7\u00e3o e interc\u00e2mbio de conhecimentos, especialmente no que diz respeito ao reconhecimento de produtos e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o dos agricultores locais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Certifica\u00e7\u00e3o e Indica\u00e7\u00f5es Geogr\u00e1ficas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Um dos t\u00f3picos abordados durante a reuni\u00e3o foi a certifica\u00e7\u00e3o de origem geogr\u00e1fica, tema de grande relev\u00e2ncia tanto na Europa quanto no Brasil. Na Europa, existem mais de 3.300 Indica\u00e7\u00f5es Geogr\u00e1ficas (IGs) registradas, incluindo produtos alimentares, vinhos e bebidas. Estes sistemas de certifica\u00e7\u00e3o, que na Europa s\u00e3o a Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Protegida (DOP), a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica Protegida (IGP) e a Especialidade Tradicional Garantida (ETG), s\u00e3o essenciais para garantir a qualidade e a autenticidade dos produtos regionais. Portugal, por exemplo, possui 191 IGs registradas, distribu\u00eddas entre 140 DOPs e 51 IGPs, englobando vinhos, azeites, queijos, entre outros. Esses registros refletem a diversidade e a riqueza dos produtos portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o sistema de certifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 em expans\u00e3o, com 103 IGs reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) at\u00e9 o momento. Essas s\u00e3o classificadas como Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia (IP), que se relaciona \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o e notoriedade de uma regi\u00e3o, e Denomina\u00e7\u00e3o de Origem (DO), que vincula as caracter\u00edsticas do produto ao meio geogr\u00e1fico de onde prov\u00e9m. As IGs brasileiras est\u00e3o espalhadas por diversas regi\u00f5es, refor\u00e7ando a diversidade e a riqueza cultural do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o t\u00e9cnica entre os representantes Cimo e a Embrapa Alimentos e Territ\u00f3rios n\u00e3o s\u00f3 fortaleceu as rela\u00e7\u00f5es institucionais como tamb\u00e9m apontou para novas possibilidades de colabora\u00e7\u00e3o, especialmente na \u00e1rea de certifica\u00e7\u00e3o de produtos, com o objetivo de promover o desenvolvimento local e regional, de acordo com Elesb\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Alimentos e Territ\u00f3rios <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desafios dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o nacionais para obten\u00e7\u00e3o de azeites de qualidade foram abordados na live O cen\u00e1rio da olivicultura no Brasil e em Portugal foi tema da live \u201cAzeite de oliva: conectando territ\u00f3rios e gastronomia\u201d&nbsp;realizado na \u00faltima quarta-feira (7) pela Embrapa. 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