{"id":3822,"date":"2024-10-22T11:43:21","date_gmt":"2024-10-22T15:43:21","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=3822"},"modified":"2024-10-22T11:43:23","modified_gmt":"2024-10-22T15:43:23","slug":"embrapa-indigenas-e-parceiros-referendam-sistemas-de-producao-no-maranhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/embrapa-indigenas-e-parceiros-referendam-sistemas-de-producao-no-maranhao\/","title":{"rendered":"Embrapa, ind\u00edgenas e parceiros referendam sistemas de produ\u00e7\u00e3o no Maranh\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>De 9 a 11 de outubro, foi realizado o terceiro encontro do projeto &#8220;Sistemas Agroflorestais para mitiga\u00e7\u00e3o do clima e da fome&#8221;, que tem o objetivo de construir, de forma conjunta, sistemas produtivos de refer\u00eancia em terras ind\u00edgenas \u2013 especificamente no Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Ararib\u00f3ia &#8211; de 413 mil hectares e cerca de 251 aldeias &#8211; com foco na produ\u00e7\u00e3o de alimentos com qualidade nutricional e na conserva\u00e7\u00e3o ambiental. O evento foi realizado na aldeia Jenipapo, em Bom Jesus da Selva (MA), com&nbsp;cerca de 90 participantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto \u00e9 coordenado por Marcelo Arcoverde, chefe-geral da Embrapa Florestas. Tamb\u00e9m participam da coordena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica Carlos Eug\u00eanio Vitoriano Lopes e Vera Maria Gouveia, pela Embrapa Cocais, e Silvio Brienza J\u00fanior e Emiliano Santarosa, pela Embrapa Florestas. As a\u00e7\u00f5es v\u00e3o subsidiar o Plano de Gest\u00e3o Territorial &#8211; PGTA de terras ind\u00edgenas no Maranh\u00e3o, que est\u00e1 sendo planejado de forma participativa com os ind\u00edgenas e parceiros diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para prospectar demandas, identificar os principais desafios de produ\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio ind\u00edgena e construir conjuntamente as a\u00e7\u00f5es, foram realizados encontros peri\u00f3dicos em que s\u00e3o tamb\u00e9m foram conhecidas as experi\u00eancias locais em sistemas agropecu\u00e1rios e conserva\u00e7\u00e3o florestal, considerando o conhecimento ind\u00edgena tradicional para implanta\u00e7\u00e3o de sistemas de refer\u00eancia em produ\u00e7\u00e3o de alimentos sustent\u00e1veis. Tamb\u00e9m foram consideradas as caracter\u00edsticas de cada comunidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos, verificando as principais culturas agr\u00edcolas potenciais tamb\u00e9m para gera\u00e7\u00e3o de renda. A distribui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio est\u00e1 sendo escolhida de acordo com a demanda das comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>As principais demandas das comunidades ind\u00edgenas s\u00e3o por sistemas agroflorestais envolvendo esp\u00e9cies frut\u00edferas (a\u00e7a\u00ed, cupua\u00e7u, banana) com adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e crescimento na regi\u00e3o, devido ao potencial na alimenta\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m sistemas com plantas de lavoura, como milho, arroz, feij\u00e3o e mandioca, sendo o cultivo de mandioca o principal destaque. Al\u00e9m da apicultura e piscicultura como atividades complementares. Quest\u00f5es ambientais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e \u00e0 import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o de matas ciliares e nascentes e ainda reflorestamento de \u00e1reas degradadas tamb\u00e9m foram temas presentes, assim como a prote\u00e7\u00e3o da floresta e a valoriza\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o e da cultura ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cO objetivo do terceiro encontro foi referendar 11 sistemas de produ\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia poss\u00edveis para o Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Ararib\u00f3ia. Buscamos dialogar, mostrar alternativas e indicar sistemas sustent\u00e1veis mais apropriados para amenizar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a fome, e apresentar tecnologias alternativas contra o uso do fogo\u201d, resume Vitoriano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marcelo Arcoverde, coordenador do projeto, entender o processo de produ\u00e7\u00e3o ind\u00edgena nesse territ\u00f3rio com a participa\u00e7\u00e3o deles \u00e9 o que vai garantir resultados promissores. \u201cNo primeiro momento da nossa chegada na comunidade ind\u00edgena, entendemos como eles produzem, suas pr\u00e1ticas culturais, colheita, consumo familiar, comercializa\u00e7\u00e3o etc, de acordo com a descri\u00e7\u00e3o feita por eles, e pudemos identificar gargalos e pontos de melhoria. Temos muitas tecnologias e formas de manejo que podem contribuir para minimizar ou eliminar a fome da comunidade com a possibilidade de manter as caracter\u00edsticas ambientais. Para o futuro, a partir dos sistemas melhorados para as condi\u00e7\u00f5es locais das comunidades ind\u00edgenas, vamos p\u00f4r em pr\u00e1tica a produ\u00e7\u00e3o de alimentos por meio de Unidades e medir os efeitos ao longo do tempo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fabiana Guajajara, do Territ\u00f3rio Arariboia, diretora-executiva do Instituto Tuk\u00e0n v\u00ea como fundamental a parceria realizada durante os tr\u00eas momentos de diagn\u00f3stico do projeto. \u201cA partir daqui, vamos implementar pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 seguran\u00e7a alimentar. Estamos felizes e gratos em participar e entendemos que cada institui\u00e7\u00e3o teve e tem um papel fundamental no processo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Marques, presidente da Uni\u00e3o dos Agricultores Ind\u00edgenas do Maranh\u00e3o &#8211; UAIMA, considerou muito bom e produtivo esse planejamento da agricultura familiar do territ\u00f3rio Arariboia. \u201cJuntos, vamos fazer uma \u00f3tima articula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas voltadas para o nosso territ\u00f3rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tem a iniciativa da Embrapa, Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas &#8211; MPI, Instituto Tuk\u00e0n, Comiss\u00e3o de Cacique e Lideran\u00e7a do Territ\u00f3rio Arib\u00f3ia &#8211; COCALITIA, Funai e Fundo Vale. Entre os demais parceiros, Governo do Maranh\u00e3o, Secretaria de Estado da Agricultura Familiar &#8211; SAF,&nbsp; Secretaria de Diretos Humanos e Participa\u00e7\u00e3o Popular \u2013 SEDIHPOP,&nbsp; Ag\u00eancia Estadual de Pesquisa Agropecu\u00e1ria e Extens\u00e3o Rural \u2013 Agerp, Articula\u00e7\u00f5es dos Povos Ind\u00edgenas do Maranh\u00e3o \u2013 Coapima, Federa\u00e7\u00e3o dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Maranh\u00e3o &#8211;&nbsp; FAFERMA, Uni\u00e3o dos Agricultores Ind\u00edgenas do Estado do Maranh\u00e3o \u2013 UAIMA, Instituto Sociedade, Popula\u00e7\u00e3o e Natureza \u2013 ISPN, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis \u2013 Ibama, Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade \u2013 ICMBio e&nbsp; Suzano, al\u00e9m das prefeituras municipais maranhenses de Amarante, Buriticupu, Bom jesus da selva, Graja\u00fa, Santa luzia e Arame.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sistemas agroflorestais<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>S\u00e3o tecnologias desenvolvidas na Embrapa no Maranh\u00e3o que otimizam o uso da terra com produ\u00e7\u00e3o diversificada de alimentos numa mesma \u00e1rea. Integram \u00e1rvores, culturas agr\u00edcolas, como milho, macaxeira e banana nos primeiros anos, e cupua\u00e7u, a\u00e7a\u00ed, acerola e tapereb\u00e1 nos anos seguintes. Tamb\u00e9m comp\u00f5em o sistema plantas forrageiras e, \u00e0s vezes, animais, de maneira simult\u00e2nea ou sequencial. Os impactos sociais, econ\u00f4micos e ambientais da tecnologia s\u00e3o bastante positivos.<\/p>\n\n\n\n<p>No sistema agroflorestal, busca-se otimizar a ciclagem de nutrientes onde o solo sempre est\u00e1 coberto pela vegeta\u00e7\u00e3o e com muitos tipos de plantas juntas, umas ajudando as outras. As plantas do sistema produzem mat\u00e9ria org\u00e2nica para alimentar os animais e adubar o solo, o que reduz a utiliza\u00e7\u00e3o de insumos externo, diminuindo os custos de produ\u00e7\u00e3o. As \u00e1rvores melhoram a produtividade do sistema, pois ajudam na recupera\u00e7\u00e3o do solo, microclima e balan\u00e7o h\u00eddrico, e ainda absorvem carbono da atmosfera. A tecnologia reduz a press\u00e3o pela abertura de novas \u00e1reas de terras para o cultivo agr\u00edcola.<\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de diferentes cultivos num sistema agroflorestal o torna mais vigoroso, desde que elaborado e manejado corretamente, e contribui para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel dos agricultores familiares e consumidores, al\u00e9m do aumento da renda com a comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Instituto Tuk\u00e0n<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Foi fundado em 2019 para atuar em defesa da Amaz\u00f4nia e da autonomia dos povos ind\u00edgenas, buscando autonomia na educa\u00e7\u00e3o e soberania alimentar, por meio do Centro de Saberes Tuk\u00e0n, que atua na educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue em Tupi e Portugu\u00eas de crian\u00e7as, jovens e adultos e ser\u00e1 ampliado para se tornar a primeira universidade Ind\u00edgena do Brasil. A institui\u00e7\u00e3o promove a educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, cultura, produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e preserva\u00e7\u00e3o ambiental, com foco na integra\u00e7\u00e3o e autonomia dos povos ind\u00edgenas. Est\u00e1 localizado no TI Arariboia, localizado no sul do Maranh\u00e3o e engloba os munic\u00edpios de Arame, Buriticupu, Amarante do Maranh\u00e3o, Bom Jesus das Selvas e Santa Luzia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Cocais <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 9 a 11 de outubro, foi realizado o terceiro encontro do projeto &#8220;Sistemas Agroflorestais para mitiga\u00e7\u00e3o do clima e da fome&#8221;, que tem o objetivo de construir, de forma conjunta, sistemas produtivos de refer\u00eancia em terras ind\u00edgenas \u2013 especificamente no Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Ararib\u00f3ia &#8211; de 413 mil hectares e cerca de 251 aldeias &#8211;&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3823,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[20,19],"tags":[],"class_list":["post-3822","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-embrapa","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3822"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3822\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3824,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3822\/revisions\/3824"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}