{"id":4004,"date":"2024-12-10T11:05:47","date_gmt":"2024-12-10T15:05:47","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=4004"},"modified":"2024-12-10T11:05:49","modified_gmt":"2024-12-10T15:05:49","slug":"embrapa-e-governo-de-ms-assinam-convenio-para-comunidades-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/embrapa-e-governo-de-ms-assinam-convenio-para-comunidades-indigenas\/","title":{"rendered":"Embrapa e Governo de MS assinam conv\u00eanio para comunidades ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"\n<p>Parceria permitir\u00e1 diagn\u00f3stico participativo etno s\u00f3cioambiental-produtivo das aldeias Jaguapiru e Boror\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"http:\/\/ms.gov.br\/\">Governo do Estado<\/a>&nbsp;de Mato Grosso do Sul, por meio da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sec.ms.gov.br\/\">Secretaria da Cidadania<\/a>&nbsp;(SEC), e a&nbsp;<a href=\"http:\/\/embrapa.br\/\">Embrapa<\/a>&nbsp;assinaram, nesta segunda-feira (9), um conv\u00eanio para Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o (PD&amp;I) com o objetivo de realizar um diagn\u00f3stico, atrav\u00e9s de levantamentos de dados acurados e de forma participativa, das comunidades ind\u00edgenas Jaguapiru e Boror\u00f3, localizadas nos munic\u00edpios de Dourados e Itapor\u00e3, respectivamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mapear as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas dessas duas aldeias ind\u00edgenas da RID (Reserva Ind\u00edgena de Dourados), que corresponde ao 6o maior territ\u00f3rio do Pa\u00eds com mais de 15 mil pessoas em 3,5 mil hectares das etnias Guarani Kaiow\u00e1, Guarani \u00d1andeva e Terena, as institui\u00e7\u00f5es buscam por solu\u00e7\u00f5es que subsidiem a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e conviv\u00eancia. Essas informa\u00e7\u00f5es estar\u00e3o no Diagn\u00f3stico Participativo Etno S\u00f3cio-ambiental-produtivo, que ser\u00e1 constru\u00eddo ao longo de dois anos de estudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje \u00e9 realmente mais do que uma assinatura. \u00c9 a materializa\u00e7\u00e3o. \u00c9 trazer solu\u00e7\u00f5es inovadoras para problemas que temos h\u00e1 d\u00e9cadas, passando por gera\u00e7\u00f5es. Isso foi poss\u00edvel pela uni\u00e3o de esfor\u00e7os entre o poder p\u00fablico, parlamentares, representantes de comunidades ind\u00edgenas e quilombolas, academia e sociedade civil\u201d, ressalta Viviane Luiza, secret\u00e1ria de Cidadania.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A historiadora e antrop\u00f3loga afirma que para resolver problemas hist\u00f3ricos \u00e9 necess\u00e1rio mudar paradigmas, entender a pluralidade de aldeias e quilombos e perceber que a soberania alimentar passa pela autonomia econ\u00f4mica. Para isso n\u00e3o existe somente uma solu\u00e7\u00e3o, mas um conjunto de solu\u00e7\u00f5es que realmente sejam capazes de construir pol\u00edticas p\u00fablicas mais eficazes e estruturantes, como complementa a diretora de Inova\u00e7\u00e3o, Neg\u00f3cios e Transfer\u00eancia de Tecnologia da Embrapa, Ana Euler.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria Viviane Luiza e a diretora Ana Euler destacam que Mato Grosso do Sul tem a terceira maior popula\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds e isso exigir\u00e1 uma atua\u00e7\u00e3o ampliada da estatal, direcionando suas compet\u00eancias t\u00e9cnico-cient\u00edficas para o mesmo prop\u00f3sito, de forma organizada e conectada. O professor Anderson de Oliveira Mamede, representante&nbsp;das comunidades ind\u00edgenas, comenta que &#8220;a iniciativa veio atender a comunidade em um&nbsp;momento muito dif\u00edcil, e isso vai abrir portas para muitos jovens ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/1355108\/1519808\/WhatsApp+Image+2024-12-09+at+19.09.43.jpeg\/e71715eb-76a7-3083-0616-253150e31141?t=1733797600203\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 o que espera Eduardo Riedel, governador do Estado, que \u00e9 enf\u00e1tico ao lembrar que n\u00e3o existe tecnologia para pequeno, grande e m\u00e9dio produtor. \u201cExiste tecnologia e ela \u00e9 poss\u00edvel para todos. A Embrapa tem mais de quatro mil tecnologias, ent\u00e3o nosso desafio \u00e9 disponibiliz\u00e1-las. A responsabilidade \u00e9 de todos n\u00f3s\u201d, convoca Riedel.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o governador \u00e9 hora de buscar solu\u00e7\u00f5es definitivas para as comunidades ind\u00edgenas e quilombolas, com di\u00e1logo, consci\u00eancia&nbsp;e compreens\u00e3o e reflete que \u201ct\u00e3o importante quanto crescer \u00e9 estender a m\u00e3o para as comunidades. \u00c9 n\u00e3o deixar ningu\u00e9m para tr\u00e1s\u201d. Essa converg\u00eancia de prop\u00f3sito guiar\u00e1 o Governo de MS, a Embrapa e demais parceiros durante o projeto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o do estudo<\/strong><br>A atual proposta ser\u00e1 um ponto de partida para ser escalonada, posteriormente. Euler comenta iniciativas bem-sucedidas das cadeias produtivas do caf\u00e9, cacau e banana e da rede de sementes crioulas, que transformou as mulheres em guardi\u00e3s da agrobiodiversidade, e todas contam com a parceria da Embrapa. Sendo assim, o conv\u00eanio assinado n\u00e3o ter\u00e1 somente a participa\u00e7\u00e3o das Unidades de Mato Grosso do Sul, mas daquelas que possuem a agricultura familiar em seu escopo de pesquisa por todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenando o trabalho, a&nbsp;<a href=\"http:\/\/embrapa.br\/agropecuaria-oeste\">Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste<\/a>, situada em Dourados (MS), reunir\u00e1 os parceiros para alinhar expectativas, planejar a\u00e7\u00f5es, responsabilidades e cronograma. O chefe-geral da Unidade, Harley Nonato de Oliveira, explica que mais de 20 centros de pesquisa e 25 pesquisadores estar\u00e3o envolvidos, de diferentes \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o e com experi\u00eancias diversas, a fim de garantir a qualidade e aplicabilidade do diagn\u00f3stico a ser realizado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embrapa Pantanal, Embrapa Acre, Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos, Embrapa Alimentos e Territ\u00f3rios, Embrapa Hortali\u00e7as, Embrapa Territorial, Embrapa Mandioca e Fruticultura e Embrapa Recursos Gen\u00e9ticos e Biotecnologia est\u00e3o entre os centros. Com experi\u00eancia em atuar ao lado de comunidades tradicionais, a equipe de Dourados alcan\u00e7ar\u00e1 os resultados investindo em uma constru\u00e7\u00e3o participativa e coletiva do conhecimento e na promo\u00e7\u00e3o de redes sociot\u00e9cnicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Oficinas, visitas, palestras, reuni\u00f5es, entrevistas e expedi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas est\u00e3o previstas, afirma Harley Oliveira, a fim de conhecer os entraves que envolvem a produ\u00e7\u00e3o de alimento, a seguran\u00e7a e soberania alimentar, a nutri\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e sustentabilidade, com foco em inova\u00e7\u00f5es sociais, dos povos ind\u00edgenas de MS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autoridades no ato de assinatura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m estiveram presentes na cerim\u00f4nia de assinatura, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MS, Maur\u00edcio Saito;\u00a0os parlamentares federais Beto Pereira e Vander Loubet; os deputados estaduais Pedrossian Neto e Junior Mochi;\u00a0os diretores do Sebrae-MS, Sandra Mar\u00edlia e Tito Estanqueiro; o secret\u00e1rio\u00a0de Estado Adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Semadesc), Walter Carneiro J\u00fanior; os subsecret\u00e1rios da SEC Vania Duarte e\u00a0Fernando Souza; os representantes das comunidades quilombolas Eva Fernandes (Picadinho-Dourados) e ind\u00edgenas, Anderson de Oliveira; e os chefes-gerais da EmbrapaGado de Corte, Antonio Rosa, e Pantanal, Suzana de Salis.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Gado de Corte <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parceria permitir\u00e1 diagn\u00f3stico participativo etno s\u00f3cioambiental-produtivo das aldeias Jaguapiru e Boror\u00f3. 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