{"id":4271,"date":"2025-03-31T09:20:51","date_gmt":"2025-03-31T13:20:51","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=4271"},"modified":"2025-03-31T09:20:53","modified_gmt":"2025-03-31T13:20:53","slug":"pecuaria-sustentavel-brasileira-em-destaque-no-forum-pre-cop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/pecuaria-sustentavel-brasileira-em-destaque-no-forum-pre-cop\/","title":{"rendered":"Pecu\u00e1ria sustent\u00e1vel brasileira em destaque no F\u00f3rum Pr\u00e9-COP"},"content":{"rendered":"\n<p>F\u00f3rum trouxe diversas pr\u00e1ticas para adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas da Embrapa, de v\u00e1rias \u00e1reas do conhecimento, participaram da cria\u00e7ao de um documento preliminar com o posicionamento da Institui\u00e7ao sobre a pecu\u00e1ria brasileira. O material foi apresentado em um painel preparat\u00f3rio para a COP 30, em Campo Grande (MS), na tarde do dia 24 de mar\u00e7o. Durante o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/gado-de-corte\/dinapec-2025\/programacao\/forum\">F\u00f3rum Pr\u00e9-COP 30<\/a>, pesquisadores da Embrapa e de outras institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas discutiram a posi\u00e7\u00e3o do Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sustentabilidade da produ\u00e7\u00e3o de carne bovina e seu papel no enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora ainda n\u00e3o oficial da Embrapa, o documento enfatiza a import\u00e2ncia de apresentar na COP 30 um posicionamento baseado em ci\u00eancia sobre a sustentabilidade da produ\u00e7\u00e3o de carne bovina no pa\u00eds. A pesquisadora Mariana Arag\u00e3o, uma das coordenadoras do F\u00f3rum, ressaltou que, apesar dos significativos avan\u00e7os, a pecu\u00e1ria brasileira ainda enfrenta desafios cruciais, como degrada\u00e7\u00e3o das pastagens, que acarreta redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o, na renda e aumento das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) e de sua intensidade; heterogeneidade da produ\u00e7\u00e3o, com uma dispers\u00e3o de 2,5 milh\u00f5es de produtores no Brasil em diferentes biomas e um acesso desigual \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e ao cr\u00e9dito. Uma parcela significativa do rebanho (69%) concentra-se em uma minoria de estabelecimentos (24%); desmatamento, sendo respons\u00e1vel por 49% das emiss\u00f5es de GEE.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m apontou diversas pr\u00e1ticas para adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e mitiga\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es que est\u00e3o sendo desenvolvidas e implementadas no Brasil. A\u00e7\u00f5es focadas em manejo intensivo e diversifica\u00e7\u00e3o de pastagens, buscando reduzir a depend\u00eancia do braquiar\u00e3o (Marandu); ado\u00e7\u00e3o de sistemas de integra\u00e7\u00e3o (Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta); confinamento e suplementa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica do gado, que demonstram potencial para diminuir a quantidade de emiss\u00f5es por quilo de animal produzido; melhoramento gen\u00e9tico, implementa\u00e7\u00e3o de protocolos de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e bem-estar animal.<\/p>\n\n\n\n<p>A vis\u00e3o de futuro apresentada por Mariana Arag\u00e3o \u00e9 a de um Brasil como pot\u00eancia agroambiental e l\u00edder em pecu\u00e1ria sustent\u00e1vel. Para alcan\u00e7ar esse objetivo, ela defende a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas pautadas em ci\u00eancia, que estimulem a transpar\u00eancia, a rastreabilidade, a sustentabilidade e a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias de baixo carbono. Al\u00e9m disso, ela enfatizou a necessidade de investimento cont\u00ednuo em ci\u00eancia e tecnologia para garantir uma pecu\u00e1ria tropical mais eficiente, resiliente, inclusiva e protagonista no enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, considerando um cen\u00e1rio de maior aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento sinaliza a inten\u00e7\u00e3o do Brasil de levar para a COP 30 uma mensagem clara sobre o compromisso com a sustentabilidade na pecu\u00e1ria, baseada em dados cient\u00edficos e em tecnologias inovadoras. A iniciativa busca demonstrar o potencial do pa\u00eds em produzir alimentos de forma respons\u00e1vel, contribuindo para a seguran\u00e7a alimentar global e para a conserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mais abordagens<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em outras apresenta\u00e7\u00f5es, o professor Luciano Cabral, da Universidade Federal de Mato Grosso (<a href=\"http:\/\/ufmt.br\/\">UFMT<\/a>), abordou o aproveitamento de coprodutos da agroind\u00fastria na pecu\u00e1ria, destacando o uso desses recursos como fonte de energia e prote\u00edna, al\u00e9m de seu potencial para reduzir a emiss\u00e3o de metano. O pesquisador Judson Valentim, da&nbsp;<a href=\"http:\/\/embrapa.br\/acre\">Embrapa Acre<\/a>, falou de tecnologias para produ\u00e7\u00e3o de baixo carbono na Amaz\u00f4nia, como pastagens biodiversas e o Sistema Guaxup\u00e9, enfatizando a intensifica\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e a redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador Manuel Macedo, da&nbsp;<a href=\"http:\/\/embrapa.br\/gado-de-corte\">Embrapa Gado de Corte<\/a>, discutiu o carbono do solo e protocolos de baixo carbono para uma pecu\u00e1ria sustent\u00e1vel. Na mesma linha, Alexandre Berndt,&nbsp; chefe-geral da&nbsp;<a href=\"http:\/\/embrapa.br\/pecuaria-sudeste\">Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste<\/a>, defendeu a pecu\u00e1ria tropical como parte da solu\u00e7\u00e3o na economia circular, mencionando o ILPF, o manejo de dejetos (biodigestores e compostagem), e a reciclagem animal como estrat\u00e9gias eficientes na redu\u00e7ao das emiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Secret\u00e1rio de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, Artur Falcette, tratou das pol\u00edticas p\u00fablicas para converter sustentabilidade em renda, com foco no programa de pagamento por servi\u00e7os ambientais no Pantanal e na import\u00e2ncia de integrar a produ\u00e7\u00e3o com a conserva\u00e7\u00e3o. J\u00e1 Eduardo Bastos, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio, falou sobre a convers\u00e3o de pastagens degradadas em sistemas de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1veis, visando dobrar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Segundo ele, em 10 anos a ideia \u00e9 recuperar 40 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas degradadas. Leonardo Gava Mataram, da Climate Bonds Iniciative, trouxe a perspectiva do setor privado, discutindo a mobiliza\u00e7\u00e3o de capital para a a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica na pecu\u00e1ria e os desafios para atrair investimentos, como os riscos inerentes ao setor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A COP 30, que ocorre em novembro em Bel\u00e9m do Par\u00e1, ser\u00e1 uma oportunidade para o Brasil mostrar o que j\u00e1 faz e o seu potencial na pecu\u00e1ria sustent\u00e1vel. O F\u00f3rum Pr\u00e9-COP 30, por sua vez, integrou&nbsp;a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/gado-de-corte\/dinapec-2025\">Dinapec 2025<\/a>&nbsp;que foi realizado no&nbsp;Centro de Conven\u00e7\u00f5es da Capital, contando com a presen\u00e7a de autoridades, representantes de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e privados, pesquisadores e t\u00e9cnicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sobre a Dinapec<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A\u00a0Din\u00e2mica Agropecu\u00e1ria &#8211; Dinapec\u00a0\u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da Embrapa, do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o), e do Sistema Famasul, com patroc\u00ednio da Unipasto, Timac Agro, Programa Nacional de Levantamento e Interpreta\u00e7\u00e3o de Solos do Brasil (PronaSolos), Sicoob e Marfrig Global Foods.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Gado de Corte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00f3rum trouxe diversas pr\u00e1ticas para adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. 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