{"id":4281,"date":"2025-04-03T07:27:24","date_gmt":"2025-04-03T11:27:24","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=4281"},"modified":"2025-04-03T07:27:26","modified_gmt":"2025-04-03T11:27:26","slug":"embrapa-cerrados-mostra-tecnologias-sustentaveis-a-participantes-de-evento-sobre-non-gmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/embrapa-cerrados-mostra-tecnologias-sustentaveis-a-participantes-de-evento-sobre-non-gmo\/","title":{"rendered":"Embrapa Cerrados mostra tecnologias sustent\u00e1veis a participantes de evento sobre Non-GMO"},"content":{"rendered":"\n<p>Ieda Mendes destacou a import\u00e2ncia da sa\u00fade do solo e como ela pode ser avaliada pela tecnologia Bioan\u00e1lise de Solo (BioAS)<\/p>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es da Bioan\u00e1lise de Solo (BioAS) e dos sistemas de integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria (ILP) e Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta (ILPF) para a sustentabilidade da agricultura no Brasil foram apresentadas pela Embrapa Cerrados a 116 participantes do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.nongmobrazil.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Non-GMO Summit Brazil 2025<\/a>. No dia 26 de mar\u00e7o, eles estiveram na Unidade para acompanhar&nbsp;as palestras dos pesquisadores Ieda Mendes e Roberto Guimar\u00e3es Jr.<\/p>\n\n\n\n<p>O Non-GMO Summit, primeiro evento de n\u00edvel internacional voltado a produtos e pr\u00e1ticas n\u00e3o geneticamente modificados (Non-GMO) realizado no Pa\u00eds, reuniu em Bras\u00edlia, entre 25 e 26 de mar\u00e7o, os principais l\u00edderes do setor, empresas pioneiras e especialistas para debater as oportunidades e os desafios da produ\u00e7\u00e3o e do consumo sustent\u00e1vel no mercado global.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a programa\u00e7\u00e3o de palestras do primeiro dia de evento, entre elas \u201cAvan\u00e7os na oferta de sementes n\u00e3o-OGM e melhoramento gen\u00e9tico\u201d e \u201cConceito e taxonomia da soja regenerativa e sua aplica\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o convencional\u201d, apresentadas respectivamente pelos pesquisadores Sebasti\u00e3o Pedro (chefe-geral) e \u00c9der Martins, os participantes do evento visitaram a Embrapa Cerrados e a fazenda da Sementes Quati, em \u00c1gua Fria (GO).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao citar as diversas linhas de pesquisa da Embrapa Cerrados, Sebasti\u00e3o Pedro destacou trabalhos na \u00e1rea ambiental. \u201cDentro do que foi falado (no evento) sobre sustentabilidade e agricultura regenerativa n\u00e3o s\u00f3 com a soja, mas com outras esp\u00e9cies vegetais e animais convivendo no mesmo ambiente, sem esquecer o microbioma do solo, estamos plenamente capacitados para fazer esse tipo de pesquisa\u201d, disse, salientando que as equipes t\u00e9cnicas est\u00e3o imbu\u00eddas do princ\u00edpios de uma agricultura sustent\u00e1vel e biologicamente rica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2018Exame de sangue\u2019 do solo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A pesquisadora Ieda Mendes lembrou que o solo, base dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, \u00e9 vivo \u2013 al\u00e9m de argila, silte e areia, abriga a maior diversidade de macro, meso e microrganismos do planeta, funcionando como um superorganismo. \u201cO solo \u00e9 o grande trabalhador das nossas lavouras, \u00e9 a nossa \u2018galinha dos ovos de ouro\u2019. Um solo vivo e saud\u00e1vel \u00e9 um bioinsumo muito importante para a agricultura tropical\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Mendes, a preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade do solo se justifica por fatores econ\u00f4micos e ambientais. Ela mostrou dados da produ\u00e7\u00e3o de soja em \u00e1reas com e sem capim braqui\u00e1ria, comprovando que nas \u00e1reas com a forrageira a produ\u00e7\u00e3o chegou a ser de quase 11 sc\/ha a mais. \u201cA braqui\u00e1ria \u00e9 o melhor bioinsumo para a sa\u00fade do solo. Melhora o solo qu\u00edmica, f\u00edsica e biologicamente\u201d, observou a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro experimento, uma \u00e1rea com soja sucedida pela braqui\u00e1ria tolerou melhor os per\u00edodos de veranico que outra \u00e1rea apenas com soja, mesmo sob plantio direto. Apesar das condi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas dos solos serem semelhantes, a \u00e1rea de soja com braqui\u00e1ria apresentou maior atividade biol\u00f3gica, o que foi verificado com a mensura\u00e7\u00e3o da atividade duas enzimas presentes no solo: arilsulfatase, relacionada ao ciclo do enxofre, e beta-glicosidase, ligada ao ciclo do carbono. Elas foram selecionadas ap\u00f3s mais de duas d\u00e9cadas de pesquisas em solos do Cerrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As produtividades nas duas \u00e1reas foram id\u00eanticas at\u00e9 o s\u00e9timo ano de produ\u00e7\u00e3o, quando ocorreu um veranico na fase de florescimento da soja. Enquanto a \u00e1rea com braqui\u00e1ria produziu 59 sc\/ha, na \u00e1rea com monocultivo de soja foram colhidas apenas 29 sc\/ha, evidenciando a correla\u00e7\u00e3o da produtividade com a biologia do solo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje, nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do Cerrado, em que a fertilidade qu\u00edmica foi constru\u00edda, quem est\u00e1 dando as cartas \u00e9 a biologia. Verificamos que o solo biologicamente mais ativo, mais saud\u00e1vel e com mais atividade enzim\u00e1tica proporcionou uma colheita melhor na condi\u00e7\u00e3o de falta de chuva. Solos saud\u00e1veis s\u00e3o mais resilientes, al\u00e9m de serem mais produtivos\u201d, comentou Mendes, acrescentando que a braqui\u00e1ria melhorou a atividade biol\u00f3gica e, ao mesmo tempo, a estrutura f\u00edsica do solo, possibilitando maior capacidade de armazenamento de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser um superorganismo, o solo pode adoecer. Segundo a pesquisadora, o solo guarda a \u201cmem\u00f3ria\u201d do manejo realizado. Nesse sentido, a Bioan\u00e1lise do Solo (BioAS), lan\u00e7ada em 2020, \u00e9 uma tecnologia usada para avaliar a sa\u00fade do solo, agregando o componente biol\u00f3gico \u00e0s an\u00e1lises laboratoriais, que at\u00e9 ent\u00e3o consideravam apenas par\u00e2metros qu\u00edmicos e f\u00edsicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA biologia \u00e9 a base da sa\u00fade do solo. Quanto mais biologia, mais vida e mais saud\u00e1vel \u00e9 o solo. Quanto menos biologia, mais doente est\u00e1 o solo\u201d, disse, apontando que a incorpora\u00e7\u00e3o das enzimas arilsulfatase e beta-glicosidase \u00e0s an\u00e1lises de rotina de solo foi uma inova\u00e7\u00e3o brasileira que colocou o Pa\u00eds na vanguarda do tema.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora compara a BioAS a um \u2018exame de sangue\u2019 do solo. \u201cMuitas vezes, voc\u00ea pode pensar que o seu solo est\u00e1 produzindo bem, mas ele pode estar com problemas assintom\u00e1ticos de sa\u00fade que s\u00f3 s\u00e3o detectados com a BioAS\u201d, afirmou, destacando que as duas enzimas utilizadas na tecnologia s\u00e3o bem mais sens\u00edveis que a mat\u00e9ria org\u00e2nica na detec\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as no solo em fun\u00e7\u00e3o das diferentes pr\u00e1ticas de manejo da lavoura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mat\u00e9ria org\u00e2nica \u00e9 o principal componente de fertilidade dos solos tropicais. Se estivermos perdendo mat\u00e9ria org\u00e2nica, estaremos condenando nossos solos \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que ela muda muito lentamente. J\u00e1 as enzimas, por estarem associadas ao componente vivo do solo, detectam com mais anteced\u00eancia o que est\u00e1 acontecendo no solo. \u00c9 como se fossem ecossensores ou radares capazes de detectar essas mudan\u00e7as\u201d, comparou Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da maior sensibilidade, as duas enzimas est\u00e3o associadas aos demais indicadores biol\u00f3gicos do solo, como biomassa microbiana, respira\u00e7\u00e3o e diversidade biol\u00f3gica, bem como \u00e0 mat\u00e9ria org\u00e2nica do solo e \u00e0 produtividade. Segundo a pesquisadora, elas s\u00e3o, portanto, indicadores robustos, simples e baratos que facilitam o diagn\u00f3stico da sa\u00fade do solo e consideram aspectos econ\u00f4micos e ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas t\u00eam comprovado que solos com maior atividade enzim\u00e1tica armazenam mais \u00e1gua, t\u00eam baixa popula\u00e7\u00e3o de nematoides, s\u00e3o mais eficientes no uso de fertilizantes e na ciclagem de nutrientes, t\u00eam maior potencial de biorremedia\u00e7\u00e3o (desintoxica\u00e7\u00e3o de defensivos qu\u00edmicos), proporcionam melhor qualidade nutricional dos gr\u00e3os produzidos, al\u00e9m de apresentarem maior potencial para estocar carbono em rela\u00e7\u00e3o a solos doentes. \u201cPor isso, essas duas enzimas s\u00e3o consideradas marcadores da sa\u00fade do solo\u201d, afirmou Mendes, mostrando dados de experimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A BioAS utiliza os mesmos procedimentos da amostragem de qu\u00edmica do solo, sendo que a camada de 0 a 10 cm do solo, por ser a mais impactada pelas plantas, \u00e9 a utilizada para a an\u00e1lise. As amostras s\u00e3o coletadas na p\u00f3s-colheita, mesmo per\u00edodo das coletas para a an\u00e1lise qu\u00edmica do solo. As coletas devem ser feitas sempre na mesma \u00e9poca todos os anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00edveis de atividade enzim\u00e1tica no solo s\u00e3o interpretados por meio de valores de refer\u00eancia gerados pela pesquisa e calibrados conforme os diferentes solos existentes, utilizando os mesmos princ\u00edpios da calibra\u00e7\u00e3o de nutrientes. \u201cHoje, temos algoritmos que interpretam os n\u00edveis de atividade enzim\u00e1tica do solo em fun\u00e7\u00e3o dos teores de argila\u201d, disse a pesquisadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No momento, a BioAS est\u00e1 calibrada para cultivos anuais no Cerrado e no Paran\u00e1 (que pode ser usada em toda a regi\u00e3o Sul do Brasil). As calibra\u00e7\u00f5es para cana de a\u00e7\u00facar, caf\u00e9, pastagens e eucalipto devem ser lan\u00e7adas at\u00e9 o final deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a agrega\u00e7\u00e3o das duas enzimas aos demais par\u00e2metros qu\u00edmicos e f\u00edsicos, a pesquisa reorganizou a an\u00e1lise tradicional de solo. \u201cAgora, podemos dizer ao agricultor como est\u00e1 a capacidade do seu solo de n\u00e3o apenas suprir nutrientes, como at\u00e9 ent\u00e3o, mas tamb\u00e9m de armazenar e ciclar esses nutrientes. \u00c9 uma vis\u00e3o mais moderna, que vai al\u00e9m da quest\u00e3o de excesso e falta de nutrientes\u201d, comentou Mendes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da BioAS, as fun\u00e7\u00f5es de suprimento e armazenamento (associadas \u00e0 qualidade qu\u00edmica) e de ciclagem (associadas \u00e0 qualidade biol\u00f3gica) de nutrientes recebem notas de zero a um e s\u00e3o integradas no \u00cdndice de Qualidade do Solo (IQS FertBio), calibrado para rendimento de gr\u00e3os e mat\u00e9ria org\u00e2nica do solo. Dessa forma, pontua\u00e7\u00f5es mais altas indicam maior potencial de produtividade. Os n\u00fameros s\u00e3o traduzidos graficamente numa escala de cores \u2013 vermelho (pontua\u00e7\u00e3o muito baixa), amarelo (pontua\u00e7\u00e3o mediana) e verde (pontua\u00e7\u00e3o muito alta).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom essas duas enzimas e os teores de mat\u00e9ria org\u00e2nica, hoje conseguimos informar ao produtor se o solo onde ele planta a soja est\u00e1 saud\u00e1vel, adoecendo, doente ou em recupera\u00e7\u00e3o\u201d, disse a pesquisadora. Ela explicou que isso \u00e9 feito combinando-se as pontua\u00e7\u00f5es das fun\u00e7\u00f5es da mat\u00e9ria org\u00e2nica (armazenamento de nutrientes) e das enzimas (ciclagem de nutrientes). Pontua\u00e7\u00f5es altas dessas duas fun\u00e7\u00f5es indicam solo saud\u00e1vel; alta mat\u00e9ria org\u00e2nica e baixa enzima indicam que o solo est\u00e1 adoecendo; ambas pontua\u00e7\u00f5es medianas correspondem a uma condi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria; baixas pontua\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria org\u00e2nica e enzimas apontam que o solo est\u00e1 doente; e baixa pontua\u00e7\u00e3o na mat\u00e9ria org\u00e2nica e alta pontua\u00e7\u00e3o na atividade enzim\u00e1tica mostram que o solo est\u00e1 em recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendes mostrou exemplos de laudos de BioAS realizados por laborat\u00f3rios credenciados para ilustrar as diferentes condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade dos solos de quatro fazendas. Mesmo em situa\u00e7\u00f5es em que a fun\u00e7\u00e3o suprimento de nutrientes esteja com pontua\u00e7\u00e3o alta, o solo pode estar adoecendo ou j\u00e1 estar doente caso as fun\u00e7\u00f5es ciclagem e armazenamento tenham baixa pontua\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando ainda n\u00e3o havia a BioAS e o agricultor n\u00e3o sabia se o solo estava doente ou adoecendo, ele colocava mais adubos e pesticidas. Ou seja, era o rem\u00e9dio certo para a doen\u00e7a errada, porque nem adubos nem pesticidas corrigem problemas de sa\u00fade do solo, e sim mudan\u00e7as nas pr\u00e1ticas de manejo\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas quatro fazendas exemplificadas, a m\u00e9dia de produtividade de soja nos \u00faltimos quatro anos foi, respectivamente, de 3,7 t\/ha (solo doente), 3,9 t\/ha (solo adoecendo), 4,35 t\/ha (solo saud\u00e1vel) e 4,4 t\/ha (solo em recupera\u00e7\u00e3o) \u2013 ou seja, a propriedade com solo saud\u00e1vel produziu mais de 600 kg\/ha em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela com o solo doente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 claro que 3,7 t\/ha \u00e9 uma boa produtividade, mas se o solo estivesse saud\u00e1vel, o resultado seria muito melhor. O produtor est\u00e1 deixando de ganhar 600 kg de soja a mais por hectare\u201d, observou Mendes, acrescentando que os quatro solos apresentavam boas condi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, com aduba\u00e7\u00f5es semelhantes. \u201cSe usamos a mesma quantidade de adubo e temos melhor produtividade na \u00e1rea de solo saud\u00e1vel, est\u00e1 havendo uma maior efici\u00eancia no uso de nutrientes\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora mostrou o funcionamento da BioAS na pr\u00e1tica, citando o exemplo de uma fazenda de 35 mil ha. O mapeamento mostra a sa\u00fade do solo nos talh\u00f5es \u2013 as \u00e1reas mais saud\u00e1veis s\u00e3o as que utilizam a braqui\u00e1ria em sistema de Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria (ILP). Ela lembrou que a BioAS tamb\u00e9m pode ser usada pelos agricultores familiares. \u201cN\u00e3o queremos ter lavouras produtivas e solos doentes; mas lavouras produtivas e solos saud\u00e1veis. Esse \u00e9 o nosso mantra\u201d, disse, citando o caso da Fazenda Santa Helena, em Gua\u00edra (SP), que utiliza plantas de cobertura do solo e colheu, na safra 2022\/23, 100 sc\/ha de soja sem aplica\u00e7\u00e3o de f\u00f3sforo e pot\u00e1ssio gra\u00e7as \u00e0 elevada ciclagem de nutrientes no solo.<\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia BioAS j\u00e1 \u00e9 utilizada por 33 laborat\u00f3rios comerciais que integram a Rede Embrapa BioAS. Eles foram capacitados para realizar as an\u00e1lises e t\u00eam acesso exclusivo a uma plataforma web, o M\u00f3dulo de Interpreta\u00e7\u00e3o da Qualidade do Solo. Nela, \u00e9 feita a interpreta\u00e7\u00e3o dos dados da atividade enzim\u00e1tica e o c\u00e1lculo dos \u00edndices de qualidade do solo e dos escores para as tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es do solo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o servindo de base para a constru\u00e7\u00e3o do maior banco de dados de sa\u00fade do solo do mundo. J\u00e1 est\u00e3o cadastradas mais de 50 mil amostras de mais de 1,2 mil munic\u00edpios brasileiros, o que permite a elabora\u00e7\u00e3o de mapas municipais e estaduais de suprimento de nutrientes e de sa\u00fade do solo que servem, inclusive, como orienta\u00e7\u00e3o para pol\u00edticas p\u00fablicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao correlacionar os \u00edndices de produtividade da soja de Mato Grosso com o mapa de sa\u00fade dos solos do estado, a pesquisadora mostrou que \u00e0 medida que aumenta a porcentagem de solos doentes e adoecendo nos munic\u00edpios, a produtividade da soja cai. O mesmo \u00e9 observado no Paran\u00e1, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais e em Goi\u00e1s. Nesses estados, a diferen\u00e7a de produtividade entre os munic\u00edpios com predomin\u00e2ncia de solos doentes ou adoecendo e aqueles onde preponderam solos mais saud\u00e1veis \u00e9, em m\u00e9dia, de 830 kg\/ha. \u201cSe fizermos o mesmo exerc\u00edcio com a pontua\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o suprimento de nutrientes, n\u00e3o h\u00e1 correla\u00e7\u00e3o com a produtividade\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendes destacou que a BioAS \u00e9 uma tecnologia simples, pr\u00e1tica, que funciona dentro e fora da porteira e pode ser escalada. \u201cO segredo foi a calibra\u00e7\u00e3o. E como buscamos indicadores de sustentabilidade que sejam mensur\u00e1veis, rastre\u00e1veis e verific\u00e1veis, ela se encaixa nesse perfil\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>De posse do laudo da BioAS da propriedade, o produtor deve tomar uma decis\u00e3o quanto ao manejo, conforme a condi\u00e7\u00e3o do solo: em caso de solo saud\u00e1vel, basta manter as pr\u00e1ticas j\u00e1 adotadas; se o solo estiver adoecendo, ele deve ficar atento; se o solo estiver doente, \u00e9 necess\u00e1rio agir com urg\u00eancia, \u201cimitando\u201d a natureza com a ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas de manejo como diversifica\u00e7\u00e3o de plantas, rota\u00e7\u00e3o de culturas, plantio direto, plantas de cobertura e palhada, animais e \u00e1rvores; e se o solo estiver em recupera\u00e7\u00e3o, continuar melhorando o manejo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a pesquisadora, al\u00e9m de empoderar os agr\u00f4nomos quanto \u00e0s decis\u00f5es de manejo junto aos produtores, a BioAS se enquadra numa vis\u00e3o moderna de agricultura, baseada em processos e n\u00e3o em produtos. \u201c\u00c9 importante mudarmos a cabe\u00e7a e termos cada vez mais sistemas agr\u00edcolas alinhados com a natureza, e n\u00e3o contra ela. E o solo saud\u00e1vel \u00e9 o nosso maior aliado, pois resulta em sistemas n\u00e3o s\u00f3 mais produtivos, como tamb\u00e9m mais eficientes e resilientes\u201d, ressaltou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acrescentou que a agricultura brasileira do s\u00e9culo XXI precisa ser reconhecida n\u00e3o s\u00f3 pela capacidade de produ\u00e7\u00e3o de alimentos, mas tamb\u00e9m por produzir alimentos em solos saud\u00e1veis. \u201cA BioAS pode ser a m\u00e9trica para certificar que realmente estamos fazendo um bom trabalho nas nossas lavouras. Avaliar a sa\u00fade do solo \u00e9 um problema complexo e temos uma solu\u00e7\u00e3o simples, que todos conseguem adotar. E o Brasil \u00e9 o primeiro pa\u00eds do mundo a fazer isso\u201d, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sistemas integrados<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Os ganhos produtivos e ambientais dos sistemas integrados foram apresentados pelo pesquisador Roberto Guimar\u00e3es Jr. Ele destacou os resultados de 40 anos de pesquisas no tema, que geraram um portf\u00f3lio de tecnologias que se adaptam a diferentes regi\u00f5es, condi\u00e7\u00f5es de clima e de solo e tipos de produtores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje, no Brasil, podemos ter at\u00e9 cinco safras numa mesma \u00e1rea e no mesmo ano agr\u00edcola\u201d, comentou, mostrando um sistema com plantio de soja na primeira safra, milho consorciado com pasto na segunda safra (safrinha), produ\u00e7\u00e3o de animais na terceira safra, palhada para o Sistema Plantio Direto (SPD) na quarta safra e o componente florestal (se houver) como quinta safra. Al\u00e9m disso, os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos prestados pelo sistema podem ser considerados uma sexta safra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As pastagens degradadas e de baixa produtividade no Pa\u00eds, segundo o pesquisador, representam uma grande oportunidade para a ado\u00e7\u00e3o de sistemas integrados. De acordo com dados do MapBiomas de 2023, as pastagens de baixo vigor correspondem a cerca de 36,2 milh\u00f5es ha, semelhante \u00e0 toda a \u00e1rea com SPD em territ\u00f3rio nacional. Se forem tamb\u00e9m considerados os 69,2 milh\u00f5es ha de pastagens de vigor intermedi\u00e1rio, a \u00e1rea alcan\u00e7a mais de 105 milh\u00f5es ha.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador apontou um estudo que calculou que 28 milh\u00f5es ha de pastagens de baixa produtividade t\u00eam alto potencial para serem renovados com agricultura. \u201cNem sempre \u00e9 poss\u00edvel realizar todas as v\u00e1rias atividades (dos sistemas integrados) na mesma \u00e1rea. Em alguns sistemas com soja na primeira safra, o agricultor pode n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de fazer safrinha ou mesmo n\u00e3o querer faz\u00ea-la. Mas h\u00e1 diferentes possibilidades de inserir, com seguran\u00e7a, a pastagem junto com a soja ou em sucess\u00e3o, com imensos benef\u00edcios\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Guimar\u00e3es citou como exemplos o Sistema S\u00e3o Francisco, no qual a forrageira \u00e9 semeada sobre a soja em final de ciclo; o Sistema Antecipasto, em que o capim \u00e9 semeado mecanicamente em cons\u00f3rcio com a soja 14 a 21 dias ap\u00f3s a emerg\u00eancia da oleaginosa, proporcionando a cobertura do solo ap\u00f3s a colheita dos gr\u00e3os, o estabelecimento adequado da forrageira, a antecipa\u00e7\u00e3o da entrada de animais na \u00e1rea e o controle de plantas daninhas; e o Sistema Antecipe, no qual o milho safrinha e a forrageira s\u00e3o plantados com um implemento espec\u00edfico 15 a 20 dias antes da colheita da soja, o que confere ganhos no rendimento de gr\u00e3os de milho. \u201cIsso n\u00e3o tem volta. Hoje, precisamos ter o pasto junto com a lavoura\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento na produ\u00e7\u00e3o de carne \u00e9 um importante ganho com a ado\u00e7\u00e3o dos sistemas integrados. De acordo com dados obtidos em fazendas e esta\u00e7\u00f5es experimentais, em sistemas de ILP a produtividade animal da pastagem pode chegar a cerca de 900 kg de peso vivo\/ha\/ano no primeiro ano de implanta\u00e7\u00e3o do pasto ap\u00f3s a lavoura, com alta taxa de lota\u00e7\u00e3o (unidade animal por \u00e1rea), valor 10 vezes superior ao de um pasto degradado.<\/p>\n\n\n\n<p>A mitiga\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) no componente pecu\u00e1rio \u00e9 outro benef\u00edcio proporcionado pelos sistemas integrados. O pesquisador mostrou, a partir de um estudo de simula\u00e7\u00f5es, que numa pastagem produtiva os animais ganham mais peso, sendo terminados em menor tempo. Com a redu\u00e7\u00e3o da vida \u00fatil dos animais, as emiss\u00f5es de metano ent\u00e9rico ser\u00e3o consequentemente menores. De acordo com o estudo, as emiss\u00f5es de um mesmo animal em pasto produtivo podem ser at\u00e9 50% menores que em pastagem degradada, considerando um peso vivo na desmama de 200 kg e de 600 kg ao abate. \u201cAo longo da vida, esse animal vai consumir menos mat\u00e9ria seca e \u00e1gua e ocupar menos \u00e1rea\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>A idade ao abate, por sinal, tamb\u00e9m pode ser reduzida com a ado\u00e7\u00e3o dos sistemas integrados. Guimar\u00e3es citou o caso da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/infoteca\/bitstream\/doc\/1077948\/1\/Cirtec35LourivalVilela.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fazenda Triunfo<\/a>, no Oeste baiano, que al\u00e9m de gr\u00e3os passou a tamb\u00e9m cultivar forrageiras para produzir carne. Em nove anos, a idade ao abate foi reduzida em 12 meses, o peso da carca\u00e7a aumentou em 30% e a produtividade da soja aumentou 10 sc\/ha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro estudo apresentado, a pastagem estabelecida em sucess\u00e3o ou em cons\u00f3rcio com o milho promoveu o controle de plantas daninhas que prejudicam as lavouras de soja, como a buva.<\/p>\n\n\n\n<p>A ciclagem de nutrientes nos solos com sistemas de integra\u00e7\u00e3o \u00e9 outro fator avaliado pela pesquisa. Guimar\u00e3es mostrou um experimento em que a palhada de diferentes esp\u00e9cies forrageiras liberou duas a tr\u00eas vezes mais nutrientes para o sistema que a palhada do milho, gerando maior economia ao produtor. \u201cA aduba\u00e7\u00e3o da \u00e1rea n\u00e3o \u00e9 retirada, mas a palhada \u00e9 uma seguran\u00e7a para o produtor\u201d, explicou, citando um trabalho que apontou ganho de 5 sc\/ha de soja para cada tonelada adicional de palhada inserida no sistema, a partir de tr\u00eas toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ben\u00e9ficas ao sistema, as ra\u00edzes das forrageiras inseridas nos sistemas integrados, sobretudo as gram\u00edneas, descompactam o solo e deixam canais que s\u00e3o ocupados pela cultura agr\u00edcola subsequente, como a soja. \u201cIsso representa efici\u00eancia energ\u00e9tica. A cultura n\u00e3o gastar\u00e1 tanta energia para colocar ra\u00edzes em profundidade\u201d, observou o pesquisador. Ele mostrou imagens de perfis de solo sob sucess\u00e3o soja-milho e de milho em ILP, evidenciando o maior desenvolvimento e aprofundamento das ra\u00edzes no sistema integrado, o que proporciona efici\u00eancia no uso de fertilizantes, maior infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo, maior atividade biol\u00f3gica e enzim\u00e1tica, maior estoque de carbono, entre outros benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Guimar\u00e3es trouxe dados do ac\u00famulo de carbono no solo em experimento de longa dura\u00e7\u00e3o com ILP da Embrapa Cerrados, implantado em 1991. Entre 2002 e 2013, o ac\u00famulo m\u00e9dio anual de carbono no solo do sistema de ILP que alterna tr\u00eas anos de pasto e tr\u00eas de lavoura (1273 t\/ha\/ano ou 4,6 tCO<sub>2eq<\/sub>\/ha\/ano) foi sete vez maior que o observado na pastagem solteira (0,182 t\/ha\/ano).<\/p>\n\n\n\n<p>O desenvolvimento do sistema radicular no solo com ILP indicou maiores teores de mat\u00e9ria org\u00e2nica e de \u00e1gua no solo, numa correla\u00e7\u00e3o direta. Estudos mostram que na \u00e1rea onde gram\u00edneas forrageiras foram utilizadas como plantas de cobertura na rota\u00e7\u00e3o o ganho m\u00e9dio de produtividade na soja pode chegar a 11 sc\/ha ou cerca de R$ 1240\/ha na cota\u00e7\u00e3o atual, sendo que o custo da implanta\u00e7\u00e3o da pastagem n\u00e3o chega a R$ 350\/ha, segundo o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, ele mostrou um&nbsp;<a href=\"https:\/\/ainfo.cnptia.embrapa.br\/digital\/bitstream\/item\/199810\/1\/Circ-39.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo<\/a>&nbsp;de seis anos de dura\u00e7\u00e3o que comparou os balan\u00e7os de carbono em \u00e1reas de pastagens de baixa produtividade, de ILP e de ILPF a partir das emiss\u00f5es de metano e \u00f3xido nitroso (dois GEE) e do carbono captado no solo e estocado no tronco das \u00e1rvores. No pasto pouco produtivo, houve perda de carbono (medido em tCO<sub>2eq<\/sub>\/ha\/ano) para a atmosfera, com balan\u00e7o positivo (indicando mais emiss\u00f5es que sequestro) de 0,91 tCO<sub>2eq<\/sub>\/ha\/ano. No sistema ILP, todas as emiss\u00f5es de GEE pelos animais e opera\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas foram anuladas, gerando um balan\u00e7o negativo de 0,86 tCO<sub>2eq<\/sub>\/ha\/ano. J\u00e1 na ILPF, que tem o componente florestal, todas as emiss\u00f5es tamb\u00e9m foram anuladas e o balan\u00e7o foi negativo de 21,89 tCO<sub>2eq<\/sub>\/ha\/ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de demonstrar que a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria nos sistemas integrados \u00e9 sustent\u00e1vel, a pesquisa tamb\u00e9m tem buscado, junto a parceiros privados, formas de agrega\u00e7\u00e3o de valor aos produtos. Nesse sentido, Guimar\u00e3es apontou os selos Soja Carbono Neutro, a Carne Carbono Neutro, a Carne Baixo Carbono e o Leite Carbono Neutro como certifica\u00e7\u00f5es da sustentabilidade dos processos de produ\u00e7\u00e3o desses produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador lembrou, ainda, diversos esfor\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o dos sistemas integrados como estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria sustent\u00e1vel, a exemplo das apresenta\u00e7\u00f5es a visitantes internacionais, como os pesquisadores que participaram do\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/89494146\/lideres-da-pesquisa-agropecuaria-do-g20-conhecem-em-campo-tecnologias-brasileiras\" target=\"_blank\">G20 MACS<\/a>,\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/89832737\/embaixadores-de-paises-membros-da-parceria-das-declaracoes-de-amsterda-conhecem-unidade\" target=\"_blank\">embaixadores<\/a>, o\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/63996965\/presidente-da-cop26-conhece-praticas-sustentaveis-da-agricultura-brasileira-na-embrapa-cerrados\" target=\"_blank\">presidente da COP26<\/a>\u00a0e a\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/93902513\/rainha-da-dinamarca-conhece-tecnologias-para-producao-sustentavel-no-cerrado\" target=\"_blank\">rainha da Dinamarca<\/a>. \u201cO Brasil est\u00e1 hoje numa posi\u00e7\u00e3o privilegiada, em termos de tecnologia, para produzir de forma sustent\u00e1vel\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:  Embrapa Cerrados <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ieda Mendes destacou a import\u00e2ncia da sa\u00fade do solo e como ela pode ser avaliada pela tecnologia Bioan\u00e1lise de Solo (BioAS) As contribui\u00e7\u00f5es da Bioan\u00e1lise de Solo (BioAS) e dos sistemas de integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria (ILP) e Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta (ILPF) para a sustentabilidade da agricultura no Brasil foram apresentadas pela Embrapa Cerrados a 116 participantes do&nbsp;Non-GMO Summit&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4282,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[20,19],"tags":[],"class_list":["post-4281","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-embrapa","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4281"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4283,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4281\/revisions\/4283"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4282"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}