{"id":4287,"date":"2025-04-04T15:55:40","date_gmt":"2025-04-04T19:55:40","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=4287"},"modified":"2025-04-04T15:55:42","modified_gmt":"2025-04-04T19:55:42","slug":"embrapa-lancara-cultivar-de-arroz-de-terras-altas-na-tecnoshow-com-alta-qualidade-de-graos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/embrapa-lancara-cultivar-de-arroz-de-terras-altas-na-tecnoshow-com-alta-qualidade-de-graos\/","title":{"rendered":"Embrapa lan\u00e7ar\u00e1 cultivar de arroz de Terras Altas na Tecnoshow com alta qualidade de gr\u00e3os"},"content":{"rendered":"\n<p>Cultivar chega com destaque para a extremada qualidade de gr\u00e3os<\/p>\n\n\n\n<p>A Embrapa preparou um evento para apresentar sua nova cultivar de Terras Altas, a BRS A503, ao p\u00fablico da maior feira agr\u00edcola do Centro-Oeste do Pa\u00eds, a Tecnoshow Comigo. A a\u00e7\u00e3o acontecer\u00e1 no dia 09 de abril, \u00e0s 9h, no audit\u00f3rio 2 do parque de exposi\u00e7\u00f5es. A abertura ser\u00e1 feita pelo chefe-geral do centro nacional de pesquisa de arroz e feij\u00e3o, Elcio Guimar\u00e3es, com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores e gestores da Unidade, dos Sementeiros parceiros no desenvolvimento desta tecnologia (Sementes Cabe\u00e7a Branca, Marambaia Sementes e Suprema Sementes) e de representantes da Ind\u00fastria do Arroz em Goi\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/1344498\/99583887\/Banner-BRS-A503.png\/bf603e84-c872-e66c-6b61-d98397fe4c4e?t=1743790334317\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A BRS A503 vem como um passo adiante na evolu\u00e7\u00e3o do Arroz de Terras Altas, nesse novo momento de destaque. Ela apresenta caracter\u00edsticas agron\u00f4micas de alto valor, como porte de planta,&nbsp;<em>stay green<\/em>, robustez, favorecimento inigual\u00e1vel das culturas subsequentes e, o principal, a qualidade de gr\u00e3os que supera todas as que hoje est\u00e3o no mercado. Com essas virtudes, que favorecem de forma distinta a cada um dos atores da cadeia produtiva, o lan\u00e7amento contar\u00e1 com a presen\u00e7a de autoridades p\u00fablicas, do Senar, produtores diversos, consultores, representantes do mercado de m\u00e1quinas e implementos, e da COMIGO, que sedia o evento.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento ter\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o de dois v\u00eddeos sobre a Cultivar, tratando das quest\u00f5es t\u00e9cnicas e de mercado, com depoimentos de pesquisadores e analistas da Embrapa e de representantes da ind\u00fastria do arroz em Goi\u00e1s. Al\u00e9m dessas m\u00eddias, haver\u00e1 a fala presencial dos tr\u00eas sementeiros parceiros da cultivar, j\u00e1 citados acima, que distribuir\u00e3o amostras da BRS A503.<\/p>\n\n\n\n<p>A BRS A503 chega ao mercado e encontra um cen\u00e1rio de sucesso consolidado, mas ainda extremamente promissor, visto que ainda h\u00e1 \u00e1rea consider\u00e1vel de piv\u00f4 a ser explorada com arroz em rota\u00e7\u00e3o de cultura. Segundo Rodrigo S\u00e9rgio, analista da Embrapa Arroz e Feij\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil descrever o quadro em n\u00fameros, pois os dados divulgados s\u00e3o gen\u00e9ricos, n\u00e3o havendo distin\u00e7\u00e3o entre arroz de sequeiro e irrigado por aspers\u00e3o. Observando a partir das vendas dos sementeiros licenciados, estima-se uma \u00e1rea de cerca de 60 mil hectares com arroz irrigado por piv\u00f4, nos Estados de Goi\u00e1s, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso e S\u00e3o Paulo. \u201cA \u00e1rea de piv\u00f4 central no Brasil \u00e9 de 2.2 mi\/ha. Se imaginarmos algo em torno de 10% disso sendo utilizado com arroz, falamos em mais de 200 mil\/ha\u201d, afirma Rodrigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os benef\u00edcios \u00e0s culturas subsequentes est\u00e3o surpreendendo os produtores que, por terem um olhar din\u00e2mico e de muita experi\u00eancia, t\u00eam inserido o arroz nas mais diversas formas de rota\u00e7\u00e3o. H\u00e1 bem pouco tempo, a orizicultura era vista apenas como oportunidade de recupera\u00e7\u00e3o de pastagem. Com essas novas cultivares da Embrapa, percebeu-se que o feij\u00e3o e a soja produziam muito mais tendo o arroz como antecessor na lavoura, o que veio fortalecer o discurso de sua inser\u00e7\u00e3o nos sistemas sob piv\u00f4.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/1344498\/99583887\/BRS+A503+-+Gra%CC%83os+beneficiados+translu%CC%81cidos_co%CC%81pia.jpg\/bb91494b-eaa8-5975-5d28-7e6d48e95bc3?t=1743790334674\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>E os ganhos n\u00e3o pararam por a\u00ed. Produtores de alho e cebola tamb\u00e9m perceberam crescimento em suas culturas. Houve relatos de doen\u00e7as que atacavam o cultivo do alho que, a partir da palhada do arroz n\u00e3o t\u00eam acontecido mais. \u201cIsso tudo \u00e9 novo e essas condi\u00e7\u00f5es ainda est\u00e3o sendo validadas. Mas, o arroz est\u00e1 se encaixando como algo que n\u00e3o deixa ponto negativo algum para o alho e a cebola como suas subsequentes, pelo contr\u00e1rio, deixa benef\u00edcios que nem era imaginados\u201d, afirma o analista da Embrapa. Segundo Rodrigo, esses produtores precisam de um solo bem estruturado e a palha vem ser o grande aliado para essa condi\u00e7\u00e3o. Com a ajuda dos consultores, que sabem bem observar o que cada cultura pode promover de perdas \u00e0s sucessoras, tem-se conseguido grandes resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes, se usava a braqui\u00e1ria para conseguir raiz e palhada, o que acabava elevando o custo de produ\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o s\u00e3o campos em que se envolva a pecu\u00e1ria. Com o arroz, al\u00e9m de todo esse benef\u00edcio, a cultura promove, agora, o lucro. No caso do tomate, houve redu\u00e7\u00e3o de 60 a 70% na utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, gra\u00e7as a essa palhada deixada pelo arroz, que trabalhou como uma esp\u00e9cie de&nbsp;<em>mulching<\/em>&nbsp;de cobertura de solo. Al\u00e9m desse fato, em Bela Vista de Goi\u00e1s, lavouras que vieram ap\u00f3s o arroz subiram sua produtividade em at\u00e9 40%, melhorando tamb\u00e9m o Brix, em torno de 12% (<em>Brix \u00e9 a<\/em>&nbsp;<em>escala num\u00e9rica que mede o teor de s\u00f3lidos sol\u00faveis totais (SST) de um tomate, ou seja, o seu teor de a\u00e7\u00facares<\/em>), gra\u00e7as, da mesma forma, \u00e0 palhada, mas, agora, somando-se o ganho com as ra\u00edzes deixadas no solo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Rodrigo S\u00e9rgio, esse leque de culturas beneficiadas ainda crescer\u00e1 muito. A cenoura e a batata j\u00e1 s\u00e3o realidades e o algod\u00e3o, por exemplo, j\u00e1 tem demonstrado ganhos com essa rota\u00e7\u00e3o. E mesmo os produtores de gr\u00e3os t\u00eam encontrado novos caminhos para obter lucros, nesse novo status que o arroz promove no Cerrado. \u201cO produtor \u00e9 muito ativo nesse meio e usa de sua intelig\u00eancia e observa\u00e7\u00e3o para aproveitar todas as possibilidades. Temos relatos de alguns, na regi\u00e3o do Entorno do Distrito Federal e em Para\u00fana-Goi\u00e1s, que t\u00eam produzido silagem e, no Mato Grosso, fenagem com a palhada do arroz, com muito sucesso, pela densidade de mat\u00e9ria residual, deixando ainda palha suficiente para a cobertura de solo\u201d, informa o analista.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto de destaque \u00e9 o fato de que, na maior parte do planeta, por quest\u00f5es clim\u00e1ticas, consegue-se apenas um ciclo produtivo. No Brasil, os agricultores em piv\u00f4 central est\u00e3o com, no m\u00ednimo, dois e indo at\u00e9 tr\u00eas ou quatro ciclos (como quarto ciclo, consideramos, por exemplo, a silagem e a produ\u00e7\u00e3o de feno, subprodutos obtidos ap\u00f3s a colheita do arroz). \u201cO sistema \u00e9 muito din\u00e2mico e o produtor tem muito ainda a experimentar. Certamente, vamos ver muito mais coisas nesse processo, claro, observando com cuidado se algo que foi adotado no arroz, como herbicida, n\u00e3o pode comprometer o pr\u00f3ximo cultivo. Tivemos noticias em safras anteriores, que, num espa\u00e7o de 11 meses, produziu-se 132 sacos de arroz, 77 de milho e 94 de soja ou feij\u00e3o. Estamos falando em mais de 300 sacos de cereais por ano, o que n\u00e3o existe em lugar algum no mudo\u201d, conclui Rodrigo S\u00e9rgio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/1344498\/99583887\/Composic%CC%A7a%CC%83o+Sebastia%CC%83o.jpg\/93110e88-4068-f1a0-5011-a80993ea333f?t=1743790335065\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Arroz e Feij\u00e3o <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultivar chega com destaque para a extremada qualidade de gr\u00e3os A Embrapa preparou um evento para apresentar sua nova cultivar de Terras Altas, a BRS A503, ao p\u00fablico da maior feira agr\u00edcola do Centro-Oeste do Pa\u00eds, a Tecnoshow Comigo. 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