{"id":4290,"date":"2025-04-08T13:53:59","date_gmt":"2025-04-08T17:53:59","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=4290"},"modified":"2025-04-08T13:54:01","modified_gmt":"2025-04-08T17:54:01","slug":"evento-apresenta-pesquisas-sobre-solo-agua-clima-florestas-e-sistemas-de-producao-vegetal-e-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/evento-apresenta-pesquisas-sobre-solo-agua-clima-florestas-e-sistemas-de-producao-vegetal-e-animal\/","title":{"rendered":"Evento apresenta pesquisas sobre solo, \u00e1gua, clima, florestas e sistemas de produ\u00e7\u00e3o vegetal e animal"},"content":{"rendered":"\n<p>A regi\u00e3o sul do Mato Grosso Sul e parte do estado do Paran\u00e1 se transformaram nos \u00faltimos quatro anos em um laborat\u00f3rio a c\u00e9u aberto para investiga\u00e7\u00f5es sobre os tipos de solos, seus usos para atividades agropecu\u00e1rias e suas rela\u00e7\u00f5es com \u00e1gua, clima e florestas. As pesquisas fazem parte do programa A\u00e7\u00e3o Integrada de \u00c1gua e Solo (Aisa), iniciativa que envolve diversos parceiros que far\u00e3o, nos pr\u00f3ximos dias 8 e 9 de abril, durante o II Workshop Aisa, em Foz do Igua\u00e7u, uma apresenta\u00e7\u00e3o preliminar dos resultados alcan\u00e7ados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as institui\u00e7\u00f5es envolvidas est\u00e3o a Itaipu Binacional, Embrapa, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paran\u00e1, Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paran\u00e1), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq\/USP), e Funda\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diretor de Coordena\u00e7\u00e3o da Itaipu, Carlos Carboni, o envolvimento da empresa nessa iniciativa reflete o cuidado com a regi\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o h\u00eddrica para o reservat\u00f3rio da empresa, foco das a\u00e7\u00f5es do programa Itaipu Mais que Energia, presente no Paran\u00e1 e em 35 munic\u00edpios do Mato Grosso do Sul.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destacou que os resultados a serem apresentados no workshop refor\u00e7am que as pr\u00e1ticas agr\u00edcolas, especialmente nos cuidados com o solo, a \u00e1gua e a biodiversidade, n\u00e3o s\u00e3o apenas melhores para o meio ambiente, como tamb\u00e9m geram benef\u00edcios econ\u00f4micos para os produtores.&nbsp;<br>\u201cJ\u00e1 conseguimos comprovar, por exemplo, a viabilidade econ\u00f4mica da rota\u00e7\u00e3o e da diversifica\u00e7\u00e3o de culturas em sistemas de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os: um ganho ambiental, agron\u00f4mico e financeiro para o produtor rural. Outro resultado importante mostra como as pr\u00e1ticas conservacionistas contribuem para evitar a perda de \u00e1gua, solo e de fertilizantes\u201d, afirmou Carboni.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas do Aisa mobilizam mais de 400 profissionais das institui\u00e7\u00f5es parceiras e ocorrem em munic\u00edpios do Sul Mato Grosso do Sul e nas regi\u00f5es Oeste, Noroeste e Centro do Paran\u00e1, abrangendo bacias hidrogr\u00e1ficas que contribuem para o reservat\u00f3rio da usina de Itaipu. Um dos objetivos da iniciativa est\u00e1 na transfer\u00eancia de conhecimento, facilitando o acesso a dados pelos produtores e contribuindo com a qualifica\u00e7\u00e3o de recursos humanos e a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, planejamento territorial e manejo agr\u00edcola sustent\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os projetos do programa Aisa seguem uma metodologia transversal sobre como \u00e9 o comportamento da \u00e1gua em condi\u00e7\u00f5es de campo, considerando diferentes tipos de solo e diversas atividades agropecu\u00e1rias. A partir dessa metodologia, o programa est\u00e1 formando um extenso banco de dados nos temas mapeamento de solos e vegeta\u00e7\u00e3o nativa, sistemas de produ\u00e7\u00e3o vegetal e animal, agrometeorologia, hidrossedimentologia e hidropedologia. Isso faz desta uma iniciativa in\u00e9dita e capaz de atender&nbsp; objetivos convergentes dos setores hidrel\u00e9trico e agropecu\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a produ\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica de Itaipu, esses dados ir\u00e3o aprimorar a modelagem hidrol\u00f3gica realizada pela Diretoria T\u00e9cnica da empresa, utilizada para a previs\u00e3o peri\u00f3dica da quantidade de \u00e1gua que chega ao reservat\u00f3rio em fun\u00e7\u00e3o das chuvas. \u201cCom o aprimoramento constante, tais dados trar\u00e3o subs\u00eddios para as a\u00e7\u00f5es socioambientais de Itaipu no territ\u00f3rio, em especial aquelas voltadas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o de solos, \u00e1gua e biodiversidade\u201d, afirma Hudson Lissoni Leonardo, idealizador e gestor do programa Aisa na Itaipu.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o setor agropecu\u00e1rio, os dados demonstram que tecnologias conservacionistas, estudadas e recomendadas pelos projetos, como a rota\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o de culturas e o terraceamento agr\u00edcola, promovem melhor lucratividade e maior estabilidade de produ\u00e7\u00e3o em anos de seca. Alguns dos fatores que explicam esses benef\u00edcios s\u00e3o as melhores condi\u00e7\u00f5es de infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo; menores perdas de \u00e1gua, solo e fertilizantes pela enxurrada; menores perdas de \u00e1gua por evapora\u00e7\u00e3o devido \u00e0 palhada na superf\u00edcie; e melhor disponibilidade h\u00eddrica do solo para as culturas. S\u00e3o esses mesmos fatores que tamb\u00e9m promovem a adequada produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nas nascentes e rios e o controle do assoreamento, da eutrofiza\u00e7\u00e3o, contamina\u00e7\u00e3o e polui\u00e7\u00e3o do reservat\u00f3rio de Itaipu e seus afluentes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><br><strong>Resultados parciais<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A Embrapa trar\u00e1 para o workshop estudos realizados por quatro unidades de pesquisa voltadas \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico: Embrapa Solos, Embrapa Soja, Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste e Embrapa Florestas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Embrapa Solos apresentar\u00e1 resultados parciais do projeto que desenvolve o mapeamento digital de solos e de atributos f\u00edsico-h\u00eddricos de bacias do Mato Grosso do Sul, al\u00e9m do trabalho de valida\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Dissipa\u00e7\u00e3o de Erosividade (IDE), para a avalia\u00e7\u00e3o do desempenho t\u00e9cnico e ambiental. O pesquisador Luis Carlos Hernani explica que o potencial de produ\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica ao longo do tempo depende significativamente da ocorr\u00eancia e distribui\u00e7\u00e3o de chuvas, mas sobretudo do conhecimento sobre solo, fluxos h\u00eddricos e manejo das terras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste est\u00e1 desenvolvendo novas formas de monitoramento da qualidade do solo nos principais sistemas produtivos da regi\u00e3o. A inova\u00e7\u00e3o est\u00e1 na combina\u00e7\u00e3o de abordagens detalhadas e simplificadas, permitindo diagn\u00f3sticos mais acess\u00edveis e eficientes. Al\u00e9m da produtividade, s\u00e3o considerados fatores como a conserva\u00e7\u00e3o do solo e a redu\u00e7\u00e3o das perdas por eros\u00e3o e escoamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os m\u00e9todos empregados analisam atributos qu\u00edmicos, f\u00edsicos e biol\u00f3gicos do solo, fornecendo dados compar\u00e1veis a outras t\u00e9cnicas&#8221;, explicou a pesquisadora Michely Tomazi. &#8220;Nosso objetivo \u00e9 oferecer um monitoramento eficaz tanto para a assist\u00eancia t\u00e9cnica quanto para os produtores, garantindo um diagn\u00f3stico seguro e economicamente vi\u00e1vel&#8221;, complementou o pesquisador J\u00falio Cesar Salton.<\/p>\n\n\n\n<p>A abordagem da Embrapa Florestas integra solos, vegeta\u00e7\u00e3o, \u00e1gua e geologia. Essa perspectiva permite conectar a conserva\u00e7\u00e3o do solo \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de matas nativas e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, indo al\u00e9m das abordagens tradicionais. &#8220;N\u00e3o estudamos solos isoladamente, mas como parte de um sistema din\u00e2mico, em que a intera\u00e7\u00e3o com o ambiente f\u00edsico, biol\u00f3gico e o manejo definem a qualidade e a disponibilidade h\u00eddrica&#8221;, explicou Gustavo Curcio. &#8220;Nosso diferencial \u00e9 entender o solo como elemento-chave na paisagem, pois s\u00f3 assim garantimos resultados efetivos para a seguran\u00e7a da \u00e1gua&#8221;, complementou Annete Bonnet.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Embrapa Soja, a participa\u00e7\u00e3o no programa Aisa vem apresentando resultados relevantes para pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias mais sustent\u00e1veis, conforme explica o chefe-geral da unidade, Alexandre Nepomuceno. \u201cNeste II Workshop, a Embrapa Soja ir\u00e1 apresentar alguns resultados do projeto que destacam a qualidade do manejo do solo como pe\u00e7a-chave para tornar a agricultura mais resiliente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, ressaltou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma metodologia participativa de transfer\u00eancia de tecnologia, o projeto envolveu cooperativas e produtores rurais, avaliando os sistemas de cultivo com base em indicadores qu\u00edmicos, f\u00edsicos e biol\u00f3gicos do solo. De acordo com o pesquisador J\u00falio Franchini, da Embrapa Soja, l\u00edder do projeto, a iniciativa vem comparando os sistemas mais comuns com alternativas aprimoradas, especialmente por meio da diversifica\u00e7\u00e3o de culturas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs resultados mostram que a diversifica\u00e7\u00e3o traz ganhos importantes para a sa\u00fade do solo, contribuindo para o aumento da fertilidade\u201d, afirmou. \u201cOutra inova\u00e7\u00e3o foi a cria\u00e7\u00e3o de uma metodologia para avaliar e dimensionar terra\u00e7os agr\u00edcolas, utilizando drones e ferramentas digitais, que permite um ajuste fino \u00e0s caracter\u00edsticas de cada propriedade\u201d, acrescentou Franchini.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Esalq\/USP, refer\u00eancia no ensino e pesquisa de ci\u00eancias agr\u00e1rias, participa do programa Aisa com um projeto que tem como foco a caracteriza\u00e7\u00e3o, a quantifica\u00e7\u00e3o e a modelagem de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos (servi\u00e7os proporcionados pela natureza) relacionados \u00e0 \u00e1gua, como a sua produ\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o, e destaca a necessidade de calibra\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o de modelos hidrol\u00f3gicos, que avaliem os impactos ambientais do uso da terra e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, explica o Prof.&nbsp;Miguel Cooper, do Departamento de Ci\u00eancia do Solo da Esalq.&nbsp; \u201cA integra\u00e7\u00e3o entre o AISA e as pesquisas da Esalq tamb\u00e9m evidencia a relev\u00e2ncia da modelagem ambiental e geotecnologias, amparadas em bases de dados prim\u00e1rios coletados na bacia hidrogr\u00e1fica a ser modelada, como ferramentas estrat\u00e9gicas para a seguran\u00e7a h\u00eddrica\u201d, complementou Cooper.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse projeto, iniciado em 2016, produziu uma base de dados altamente detalhada sob o ponto de vista espacial e temporal, coletados em condi\u00e7\u00f5es de campo em bacia hidrogr\u00e1fica experimental. O estudo quantificou os fluxos h\u00eddricos nos solos e suas rela\u00e7\u00f5es com a recarga do aqu\u00edfero fre\u00e1tico livre, na zona saturada do solo (len\u00e7ol fre\u00e1tico) e, com a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua na bacia hidrogr\u00e1fica, analisando a intera\u00e7\u00e3o da \u00e1gua com o solo, desde os seus poros, os seus agregados e horizontes, passando pela sua distribui\u00e7\u00e3o na paisagem agr\u00edcola, at\u00e9 a resposta do rio em temos do volume de \u00e1gua que nele passa ao longo do tempo, conforme explicou Hudson Lissoni Leoardo, l\u00edder do projeto na Itaipu.&nbsp;<br><br>J\u00e1 os profissionais do IDR-Paran\u00e1 desenvolvem a\u00e7\u00f5es em 11 projetos na \u00e1rea de abrang\u00eancia do Aisa, tais como o manejo da fertilidade do solo; a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de gr\u00e3os; o uso de dejetos animais nas \u00e1reas de lavoura e pastagens; melhorias na produtividade leiteira; a ado\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas como a rota\u00e7\u00e3o e o Sistema de Plantio Direto de Hortali\u00e7as (SPDH); e a implanta\u00e7\u00e3o de novas alternativas de produ\u00e7\u00e3o, como a fruticultura e a piscicultura. Com a participa\u00e7\u00e3o no Aisa, o IDR-Paran\u00e1 combina a difus\u00e3o de conhecimentos com a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os integrados de pesquisa e experimenta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, oferecendo assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural, fomentando e expandindo a agroecologia.&nbsp;<br><br>Por fim, a Faped desempenha um papal fundamental na execu\u00e7\u00e3o do programa Aisa, atuando como elo e suporte aos profissionais envolvidos com a iniciativa. Para a institui\u00e7\u00e3o, essa participa\u00e7\u00e3o refor\u00e7a seu compromisso com a excel\u00eancia na gest\u00e3o de recursos e com o avan\u00e7o do desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico no Pa\u00eds. A funda\u00e7\u00e3o oferece infraestrutura, log\u00edstica e insumos essenciais para o desenvolvimento das atividades em campo. Al\u00e9m disso, viabiliza a contrata\u00e7\u00e3o de mais de 100 profissionais que atuam diretamente no projeto. Por se tratar de um projeto executado por institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, a Faped exerce um papel estrat\u00e9gico na gest\u00e3o, assegurando transpar\u00eancia, isonomia e publicidade em todos os processos, uma vez que as presta\u00e7\u00f5es de contas s\u00e3o auditadas pela Itaipu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7o<br>II Workshop Aisa: Apresenta\u00e7\u00e3o de Resultados Parciais<\/strong><br>Quando: Dias 8 e 9 de abril de 2025<br>Hor\u00e1rio: Das 8h30 \u00e0s 18h30<br>Local: Cineteatro Barrageiros, na Itaipu (Foz do Igua\u00e7u\/PR)<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Soja <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o sul do Mato Grosso Sul e parte do estado do Paran\u00e1 se transformaram nos \u00faltimos quatro anos em um laborat\u00f3rio a c\u00e9u aberto para investiga\u00e7\u00f5es sobre os tipos de solos, seus usos para atividades agropecu\u00e1rias e suas rela\u00e7\u00f5es com \u00e1gua, clima e florestas. 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