{"id":4418,"date":"2025-06-16T09:08:04","date_gmt":"2025-06-16T13:08:04","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=4418"},"modified":"2025-06-16T09:08:04","modified_gmt":"2025-06-16T13:08:04","slug":"especialistas-debatem-desafios-e-conquistas-do-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/especialistas-debatem-desafios-e-conquistas-do-pantanal\/","title":{"rendered":"Especialistas debatem desafios e conquistas do Pantanal"},"content":{"rendered":"\n<p>Painel de abertura com representantes da Embrapa, do governo do estado de MS, prefeitura de Corumb\u00e1, c\u00e2mara dos vereadores, federa\u00e7\u00f5es e sindicatos rurais<\/p>\n\n\n\n<p><em>Seca, inc\u00eandios, desmatamento, assim como a responsabilidade dos produtores rurais para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental foram temas da terceira edi\u00e7\u00e3o Di\u00e1logos pelo Clima<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><br>No terceiro ciclo de eventos Di\u00e1logos pelo Clima, realizado em Corumb\u00e1, nesta quinta-feira (12), especialistas debateram importantes temas relacionados \u00e0s mudan\u00e7as do clima e que afetam diretamente o Pantanal, entre eles a seca, os inc\u00eandios e o desmatamento. A abertura foi marcada por uma apresenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica, com m\u00fasica, dan\u00e7a e v\u00eddeo valorizando a cultura sul mato-grossense, o folclore e o conhecimento tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante&nbsp; a abertura do evento, a diretora Ana Euler,&nbsp;de Inova\u00e7\u00e3o, Neg\u00f3cios e Transfer\u00eancia de Tecnologia, disse que, h\u00e1 um ano, a Empresa tomou a decis\u00e3o de construir os Di\u00e1logos pelo Clima, no \u00e2mbito do projeto Jornada pelo Clima, por entender a necessidade de ouvir o setor produtivo e a sociedade para junto com a ci\u00eancia dizer ao mundo o que o Brasil tem a oferecer para a 30\u00aa Confer\u00eancia sobre Mudan\u00e7a do Clima que acontecer\u00e1 em Bel\u00e9m, a COP30, em novembro de 2025. Temas como a diversidade biol\u00f3gica, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e desertifica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de uma agenda ligada a florestas ser\u00e3o novamente palco das discuss\u00f5es nesta COP.<\/p>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/1645388\/anaeulereditada.jpg\/758bc263-f5ed-f39b-9674-38524b755b76?t=1749833050666\">\u201cFalamos sobre sustentabilidade h\u00e1 tempos, portanto, \u00e9 o momento de apresentar as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que temos em cada bioma, quais s\u00e3o os desafios e as solu\u00e7\u00f5es que devem vir dos territ\u00f3rios\u201d, afirmou a diretora. Para ela, \u00e9 importante construir uma \u00fanica narrativa como um Pa\u00eds l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de alimentos. \u201cTemos muito a dizer e tamb\u00e9m enfrentar os desafios que est\u00e3o postos. Secas, enchentes, inc\u00eandios geram muita inseguran\u00e7a e perdas para o setor e para o bioma, mas tamb\u00e9m temos solu\u00e7\u00f5es. Junto com os pantaneiros,&nbsp; a Embrapa e parceiros locais constru\u00edram a Fazenda Pantaneira Sustent\u00e1vel que re\u00fane uma s\u00e9rie de indicadores sociais, ambientais e econ\u00f4micos que permite exportar a carne pantaneira com certificado de qualidade\u201d, lembrou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela citou ainda o turismo, a pesca, a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica para o mel do Pantanal, entre outras inova\u00e7\u00f5es, como pontos importantes para mostrar que a agricultura pode ser parte das solu\u00e7\u00f5es. E anunciou as mais de 140 tecnologias da Embrapa que ir\u00e3o compor a Agrizone durante a COP30.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Pantanal tem sido mat\u00e9ria de discuss\u00e3o e de trabalho no governo do estado de MS de maneira intensa. \u00c9 importante lembrar que temos de trazer a ci\u00eancia para discuss\u00e3o dos dados. Lembrar tamb\u00e9m que estamos falando de um dos biomas mais preservados do mundo e que temos uma d\u00edvida com o pantaneiro, com o produtor rural, com as comunidades tradicionais e origin\u00e1rias. Por isso acreditamos na ci\u00eancia como caminho e na agricultura como resposta\u201d, disse Artur Falcete, secret\u00e1rio-adjunto estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de Mato Grosso do Sul destacou a import\u00e2ncia de mostrar na COP30 que a agricultura e as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas do Pantanal contribuem para a sustentabilidade ambiental. Para ele, \u00e9 preciso desconstruir a narrativa de que a agricultura n\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel, pois o pa\u00eds \u00e9 respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o de 3% de CO2, por\u00e9m \u00e9 um dos mais cobrados pelo mundo. \u201cPor isso ci\u00eancia e agricultura devem caminhar juntas para poder mostrar o que estamos fazendo h\u00e1 muitos anos \u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Participaram da abertura da terceira edi\u00e7\u00e3o do Di\u00e1logos pelo Clima, a diretora de Inova\u00e7\u00e3o, Neg\u00f3cios e Transfer\u00eancia de Tecnologia, Ana Euler; o secret\u00e1rio-adjunto estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Artur Falcete; a diretora-presidente da Funda\u00e7\u00e3o de Meio Ambiente do Pantanal, Cristina Flemem; o vice-presidente da C\u00e2mara Municipal de Corumb\u00e1, Alexandre Vasconcelos; o diretor presidente da Funda\u00e7\u00e3o Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural do munic\u00edpio de Lad\u00e1rio, Yan Borges; o presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do MS, Marcelo Bertoni; o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores de MS, Guilherme Bumlai e o presidente do Sindicato Rural de Corumb\u00e1, Stefano Rettore.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A grava\u00e7\u00e3o da apresenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica, das palestras e das mesas redondas j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel em https:\/\/www.embrapa.br\/cop30\/dialogos-pelo-clima-pantanal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Assad defende desmatamento zero para o bioma<\/strong>Ex-pesquisador da Embrapa, professor do Centro de Estudos do Agroneg\u00f3cio da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV Agro) e pesquisador associado do Centro de Pesquisas Meteorol\u00f3gicas e Clim\u00e1ticas Aplicadas \u00e0 Agricultura (Cepagri\/Unicamp, Eduardo Assad realizou a primeira palestra (Di\u00e1logo de abertura).Especialista em mudan\u00e7as do clima, Eduardo Assad, disse que o mundo est\u00e1 mudando e se o pa\u00eds n\u00e3o mudar enfrentar\u00e1 s\u00e9rios problemas no futuro. Ele iniciou sua fala lembrando que desde 1988 discute os temas relativos ao Pantanal pela Embrapa. \u201cO Pantanal \u00e9 resiliente, registrou o maior n\u00edvel de desmatamento em 2013 e se recuperou. Por\u00e9m, n\u00e3o podemos permitir que o desmatamento continue, pois os atuais 3% de desmatamento s\u00e3o inaceit\u00e1veis. Somos capazes de fazer uma agricultura equilibrada, sem desmatar, basta recuperarmos os pastos degradados\u201d, afirmou Assad.<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/1645388\/eduardo+assad+02.jpg\/843bdb53-7bc2-f18c-8571-97120e686910?t=1749819165308\">Ele criticou o negacionismo clim\u00e1tico e apresentou um estudo do Grupo Copernicus &#8211; Programa Copernicus da Uni\u00e3o Europeia, de observa\u00e7\u00e3o da Terra, que aponta um aumento significativo da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. Em 1803 foram emitidas 36 milh\u00f5es de toneladas de CO2 pela Europa Central e \u00c1sia. Com a entrada de outros pa\u00edses na industrializa\u00e7\u00e3o, principalmente os Estados Unidos, a emiss\u00e3o passou a ser de 4 bilh\u00f5es de toneladas.Outro estudo apresentado por Assad cita dados do grupo Estudos de Biof\u00edsica de Harvard&nbsp; que comprova aumento da temperatura m\u00e9dia global em 1,5 graus. \u201cAs emiss\u00f5es de C02 n\u00e3o diminu\u00edram e enquanto n\u00e3o mudarmos a matriz energ\u00e9tica n\u00e3o vamos conseguir estancar esta temperatura\u201d, disse. Ele lembrou que 2024 foi o primeiro ano a ultrapassar a marca de 1,5 graus de aquecimento.\u201cO ano de 2024 foi o mais quente do s\u00e9culo, inclusive com o aumento da temperatura do oceano subindo, o que impactou nas chuvas torrenciais e desastres como o que aconteceu no Rio Grande do Sul. E o reflexo disso s\u00e3o as perdas de safra que ultrapassaram mais de 130 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano nos Estados Unidos e Europa. E o Brasil n\u00e3o fica fora disso. Se n\u00e3o conseguirmos reduzir os impactos, o produtor come\u00e7ar\u00e1 a ter problemas com o financiamento do seguro rural\u201d, explicou Assad.Por outro lado, ressaltou que \u00e9 necess\u00e1rio confiar na ci\u00eancia brasileira para reverter as previs\u00f5es. \u201cA ci\u00eancia brasileira \u00e9 um exemplo para o mundo, o que fazemos \u00e9 muito bom. E o setor privado est\u00e1 comprometido com o desmatamento zero\u201d.&nbsp;<strong>Trabalho conjunto<\/strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/1645388\/estrangeiraeditada.jpg\/66fb44d3-e877-388f-d030-01342dc2ad2c?t=1749833249541\">Regla Duthit Somoza, tecnologista s\u00eanior de Extremos Hidrol\u00f3gicos no CEMADEN\/MCTI foi a segunda painelista. Com uma apresenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, ela destacou que as chuvas da temporada contribu\u00edram para atenuar as secas, embora n\u00e3o tenham sido suficientes. Com essa condi\u00e7\u00e3o de seca e o d\u00e9ficit h\u00eddrico h\u00e1 previs\u00e3o de fogo nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses.A expectativa \u00e9 que tr\u00eas munic\u00edpios dentro do Pantanal sejam suscet\u00edveis \u00e0 ocorr\u00eancia de inc\u00eandios. \u201cVamos trabalhar juntos para a defesa do Pantanal. \u00c9 dever de todos do bioma cuidar e defend\u00ea-lo. Precisamos nos adaptar \u00e0s mudan\u00e7as, mas tamb\u00e9m minimizar os impactos. Nossa proposta \u00e9 trabalhar em rede envolvendo empres\u00e1rios, produtores, estudantes e o poder p\u00fablico\u201d, afirmou.&nbsp;&nbsp;<strong>Acompanhe&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=R1AQdXWl1Ow\">aqui&nbsp;<\/a>o debate ap\u00f3s as apresenta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas dos especialistas do clima e da mesa de abertura.<\/strong>&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>A resili\u00eancia do pantaneiro<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong>Renato Roscoe (foto abaixo), diretor-executivo do Instituto Taquari Vivo, destacou que o Pantanal \u00e9 um bioma diferenciado, pois se caracteriza por ser um mosaico de paisagens, bem diferente do que acontece na Amaz\u00f4nia.&nbsp;Para ele existem v\u00e1rios pantanais com caracter\u00edsticas muito claras em cada um deles, e \u00e9 um grande desafio gerar pol\u00edticas p\u00fablicas para um bioma t\u00e3o diverso.\u201cMuitas vezes n\u00f3s vamos ser eficientes em um peda\u00e7o do Pantanal, mas muito ineficiente em outro peda\u00e7o\u201d. Ele explicou que \u00e9 preciso refletir sobre dados atuais que identificam a seca como um problema no Pantanal.&nbsp; \u201cN\u00f3s precisamos entender claramente esses ciclos e ter uma vis\u00e3o mais geral antes de tirar conclus\u00f5es sobre o que est\u00e1 acontecendo\u201d.Para o especialista, o que acontece no Pantanal s\u00e3o ciclos. \u201cN\u00e3o adianta fazer um grande alarme porque de 1985 at\u00e9 2023 a quantidade de \u00e1gua no bioma reduziu, pois isso j\u00e1 aconteceu antes. O que n\u00f3s temos que entender \u00e9 que neste momento estamos lidando com um pantanal seco, mas daqui a pouco n\u00f3s vamos ter que saber tamb\u00e9m como lidar com um pantanal cheio porque vai encher de novo\u201d, ressaltou.Nesse sentido, o que \u00e9 preciso ser feito, no seu ponto de vista, \u00e9 continuar trabalhando com parceiros como Senar, Embrapa, governo do estado, entre outras institui\u00e7\u00f5es, bem como o sistema tradicional de produ\u00e7\u00e3o, para melhorar os \u00edndices de produtividade da agropecu\u00e1ria, ampliando iniciativas como a certifica\u00e7\u00e3o da carne sustent\u00e1vel, da carne org\u00e2nica e o alcance do Programa Fazenda Pantaneira Sustent\u00e1vel. \u201cE a ci\u00eancia pode nos ajudar para um Pantanal sustent\u00e1vel e resiliente, diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, afirmou.Roscoe destacou que \u00e9 preciso ter cuidado com o m\u00e9todo cient\u00edfico e interpreta\u00e7\u00e3o de dados que gerem padr\u00f5es enviesados e desconsiderem o modo de vida do pantaneiro e das comunidades ribeirinhas.Acesse aqui o conte\u00fado completo deste painel&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Gado de Corte <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Painel de abertura com representantes da Embrapa, do governo do estado de MS, prefeitura de Corumb\u00e1, c\u00e2mara dos vereadores, federa\u00e7\u00f5es e sindicatos rurais Seca, inc\u00eandios, desmatamento, assim como a responsabilidade dos produtores rurais para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental foram temas da terceira edi\u00e7\u00e3o Di\u00e1logos pelo Clima No terceiro ciclo de eventos Di\u00e1logos pelo Clima, realizado em&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4419,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[20,19],"tags":[],"class_list":["post-4418","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-embrapa","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4418"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4420,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4418\/revisions\/4420"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}