{"id":4546,"date":"2025-08-27T09:57:39","date_gmt":"2025-08-27T13:57:39","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=4546"},"modified":"2025-08-27T09:57:39","modified_gmt":"2025-08-27T13:57:39","slug":"pesquisa-e-mercado-impulsionam-trigo-em-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/pesquisa-e-mercado-impulsionam-trigo-em-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"Pesquisa e mercado impulsionam trigo em Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"\n<p>Dia de Campo de Trigo na Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste juntamente com a Cooperalfa em 20 de agosto de 25<\/p>\n\n\n\n<p><em>Evento realizado pela Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste e Cooperalfa apresentou pesquisas e dados de mercado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 20 de agosto de 2025, a Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste e a Cooperalfa promoveram um Dia de Campo de Trigo, reunindo produtores rurais e t\u00e9cnicos na sede da Embrapa, em Dourados, MS, para troca de conhecimentos sobre a cultura. O evento, realizado pela manh\u00e3, apresentou dados da cooperativa e resultados de pesquisas da Embrapa, no audit\u00f3rio e na vitrine tecnol\u00f3gica, destacando desafios e oportunidades para a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o em Mato Grosso do Sul e no Cerrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a abertura, o chefe-adjunto de Transfer\u00eancia de Tecnologia da Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste, Auro Akio Otsubo, lembrou que o trigo j\u00e1 teve grande relev\u00e2ncia no Estado, chegando a ocupar cerca de 400 mil hectares na d\u00e9cada de 1980. Atualmente, a \u00e1rea cultivada \u00e9 de aproximadamente 40 mil hectares. \u201cO desafio agora \u00e9 aumentar a produ\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o olhando a cultura isoladamente, e sim adequando o trigo dentro do sistema de produ\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor da Cooperalfa, Claudiney Turmina, destacou a depend\u00eancia externa do Brasil, que ainda importa cerca de 40% do trigo consumido. Para ele, o caminho \u00e9 avan\u00e7ar rumo \u00e0 autossufici\u00eancia. \u201c\u00c9 inevit\u00e1vel expandir a produ\u00e7\u00e3o no Cerrado. O trigo precisa fazer parte de um sistema produtivo sustent\u00e1vel. Cabe a n\u00f3s tornar essa cultura vi\u00e1vel para o produtor\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o supervisor de produ\u00e7\u00e3o da Cooperalfa, Luan Bernardi, apresentou os processos de produ\u00e7\u00e3o da cooperativa e os projetos especiais voltados para nichos como nutri\u00e7\u00e3o infantil, trigo melhorador e trigo confeitaria. \u201cPrecisamos de uma cadeia produtora de qualidade, porque a cooperativa atende multinacionais\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>O engenheiro agr\u00f4nomo da Cooperalfa em Dourados, Luan Pivatto, detalhou o andamento do \u201cProjeto Farinhas Especiais em Mato Grosso do Sul\u201d, que prev\u00ea garantia de liquidez em contrato, assist\u00eancia t\u00e9cnica peri\u00f3dica nas lavouras e recomenda\u00e7\u00e3o de cultivares com base em pesquisas da Embrapa. \u201cJ\u00e1 s\u00e3o quatro anos de estudos realizados pela Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste, avaliando cultivares, densidade e manejo. A cada ano, temos evolu\u00eddo para aumentar a produtividade e reduzir custos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda ressaltou que a cultura do trigo traz benef\u00edcios adicionais, como melhoria do solo, ciclagem de nutrientes e redu\u00e7\u00e3o de plantas daninhas. \u201cTem propriedade que a produtividade da soja p\u00f3s-trigo chega a aumentar at\u00e9 20%\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>O analista Bruno Lemos, da Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS), refor\u00e7ou que o \u201ctrigo \u00e9 um \u00f3timo neg\u00f3cio\u201d e lembrou que a Embrapa criou o programa de trigo tropical. \u201cEstamos engajados em pesquisas e j\u00e1 entregamos materiais com maior toler\u00e2ncia \u00e0 brusone, \u00e0 seca e ao calor. Mas \u00e9 fundamental respeitar a janela de plantio de cada regi\u00e3o. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, ela vai do final de abril ao in\u00edcio de maio\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador Claudio Lazzarotto, da Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste, apresentou resultados da avalia\u00e7\u00e3o do cultivo de trigo no campo experimental, com cultivares da Embrapa e de outras empresas, nos \u00faltimos tr\u00eas anos \u2014 per\u00edodo em que a regi\u00e3o enfrentou temperaturas mais elevadas e clima mais seco que a m\u00e9dia. Em 2022, a produtividade variou de 34 a 69 sc\/ha; em 2023, de 29 a 49 sc\/ha; e em 2024, de 51 a 88 sc\/ha.<br>\u201cTemos gen\u00e9tica para produzir muito bem. No Programa Alfa, temos seis cultivares com potencial de 4 a 5 mil kg\/ha\u201d, afirmou, acrescentando que \u201co sistema produtivo est\u00e1 sendo aperfei\u00e7oado\u201d. Hoje, a m\u00e9dia no Estado \u00e9 de cerca de 3 mil kg\/ha.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Lazzarotto, dois experimentos de campo est\u00e3o em andamento na Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste para avaliar diferentes formas de aplica\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio no solo. O objetivo \u00e9 responder a duas perguntas principais: qual a melhor forma de aplicar o nutriente e em que quantidade, para garantir maior produtividade. Os resultados devem estar dispon\u00edveis em aproximadamente um m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador tamb\u00e9m destacou que a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 substituir o milho pelo trigo. \u201cExiste espa\u00e7o para os dois. Se o produtor utilizar de 0,5% a 1% da \u00e1rea de milho para cultivar o trigo, ele n\u00e3o est\u00e1 sacrificando o milho e ainda aproveita os benef\u00edcios do trigo\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia de Campo de Trigo na Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste juntamente com a Cooperalfa em 20 de agosto de 25 Evento realizado pela Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste e Cooperalfa apresentou pesquisas e dados de mercado No dia 20 de agosto de 2025, a Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste e a Cooperalfa promoveram um Dia de Campo de Trigo, reunindo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[20,19],"tags":[],"class_list":["post-4546","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-embrapa","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4546"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4546\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4547,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4546\/revisions\/4547"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}