{"id":4593,"date":"2025-09-24T15:43:34","date_gmt":"2025-09-24T19:43:34","guid":{"rendered":"https:\/\/fundapam.com.br\/?p=4593"},"modified":"2025-09-24T15:43:35","modified_gmt":"2025-09-24T19:43:35","slug":"pesquisa-testa-plantas-nativas-do-cerrado-para-recuperar-barragens-de-mineracao-de-ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/noticias\/pesquisa-testa-plantas-nativas-do-cerrado-para-recuperar-barragens-de-mineracao-de-ouro\/","title":{"rendered":"Pesquisa testa plantas nativas do Cerrado para recuperar barragens de minera\u00e7\u00e3o de ouro"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O estudo est\u00e1 sendo conduzido na mina Morro do Ouro, com foco na revegeta\u00e7\u00e3o dos taludes \u2014 estruturas inclinadas que cont\u00eam os rejeitos da minera\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Diante dos desafios ambientais criados pela minera\u00e7\u00e3o de ouro no Cerrado mineiro, uma pesquisa da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/cerrados\">Embrapa Cerrados<\/a>&nbsp;(DF) em parceria com a mineradora&nbsp;<a href=\"https:\/\/kinross.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kinross Gold Corporation<\/a>&nbsp;est\u00e1 apostando em esp\u00e9cies nativas e ex\u00f3ticas adaptadas ao bioma para recuperar \u00e1reas degradadas por barragens de rejeito em Paracatu (MG). O objetivo \u00e9 desenvolver um protocolo sustent\u00e1vel de revegeta\u00e7\u00e3o que possa ser replicado em outras regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo est\u00e1 sendo conduzido na mina Morro do Ouro, com foco na revegeta\u00e7\u00e3o dos taludes \u2014 estruturas inclinadas que cont\u00eam os rejeitos da minera\u00e7\u00e3o. O diagn\u00f3stico inicial feito pela Embrapa apontou solos \u00e1cidos, compactados, com baixa fertilidade, presen\u00e7a de metais t\u00f3xicos, pobres em mat\u00e9ria org\u00e2nica e baixa atividade microbiol\u00f3gica, um cen\u00e1rio pouco favor\u00e1vel ao crescimento vegetal. \u201cS\u00e3o ambientes hostis \u00e0 vida vegetal e a escolha das esp\u00e9cies certas \u00e9 decisiva para o sucesso da revegeta\u00e7\u00e3o\u201d, explica a pesquisadora&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/244536\/leide-rovenia-miranda-de-andrade\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leide Andrade<\/a>, respons\u00e1vel pelo projeto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/250923_Revegetac%CC%A7a%CC%83oBarragemMinerac%CC%A7a%CC%83o_experimento_preparac%CC%A7a%CC%83o2.jpg\/df950074-f19e-6bf4-7cf2-ada73da0685e?t=1758430478782\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/250923_Revegetac%CC%A7a%CC%83oBarragemMinerac%CC%A7a%CC%83o_experimento_preparac%CC%A7a%CC%83o2.jpg\/df950074-f19e-6bf4-7cf2-ada73da0685e?t=1758430478782\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Gabriel Mendon\u00e7a, gerente de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Kinross, o acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica firmado com a Embrapa Cerrados em 2023 envolve a cria\u00e7\u00e3o de protocolo definitivo de revegeta\u00e7\u00e3o para taludes e estruturas de barragens. &nbsp;O gerente enfatiza que as diversas discuss\u00f5es entre os profissionais envolvidos e os pesquisadores da Embrapa e as visitas t\u00e9cnicas t\u00eam garantido o bom andamento do projeto: \u201cTal coopera\u00e7\u00e3o tem sido essencial para o planejamento e condu\u00e7\u00e3o das atividades de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e poder\u00e1 servir como refer\u00eancia para outras empresas do setor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/250923_Revegetac%CC%A7a%CC%83oBarragemMinerac%CC%A7a%CC%83o_experimento.jpg\/34fd44ea-eff5-ee93-d504-a9820ba01d3b?t=1758430916505\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/250923_Revegetac%CC%A7a%CC%83oBarragemMinerac%CC%A7a%CC%83o_experimento.jpg\/34fd44ea-eff5-ee93-d504-a9820ba01d3b?t=1758430916505\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Grandes desafios<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com a legisla\u00e7\u00e3o, a mineradora \u00e9 obrigada a manter o solo coberto com vegeta\u00e7\u00e3o, mas algumas restri\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o trazem desafios ao projeto, como ressalta a pesquisadora&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/302930\/fabiana-de-gois-aquino\">Fabiana Aquino<\/a>, integrante do projeto. Ela explica que as plantas n\u00e3o podem desenvolver ra\u00edzes profundas, para n\u00e3o provocar rachaduras e desestabilizar o talude, tamb\u00e9m n\u00e3o podem ter parte a\u00e9rea muito desenvolvida, para permitir a vistoria e a an\u00e1lise da condi\u00e7\u00e3o do solo e da estrutura. \u201cEst\u00e1 sendo realmente desafiador revegetar aquele ambiente com esp\u00e9cies que conhecemos da agricultura. Na agricultura, buscamos sempre produzir mais. Ali, temos que cobrir o solo e buscar produzir o m\u00ednimo poss\u00edvel\u201d, compara Aquino.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Como \u00e9 a \u00e1rea onde est\u00e1 sendo realizada a pesquisa<\/strong>A minera\u00e7\u00e3o de ouro opera a c\u00e9u aberto, com uma usina de beneficiamento e \u00e1reas para armazenamento de rejeitos \u2013 materiais n\u00e3o aproveitados no processo industrial. Esses rejeitos s\u00e3o depositados em barragens (ver foto acima), estruturas que tamb\u00e9m recebem a \u00e1gua utilizada no beneficiamento do min\u00e9rio, nas quais se forma uma lagoa contida pelo talude de jusante da barragem.Na mina de Paracatu, atualmente, existem duas barragens de rejeitos: Santo Ant\u00f4nio e Eust\u00e1quio. A de Santo Ant\u00f4nio, onde a pesquisa da Embrapa Cerrados est\u00e1 atuando, foi constru\u00edda em 1987 e tem 5 quil\u00f4metros de ombreira e taludes que podem atingir 100 metros de altura.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A experi\u00eancia no campo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em busca de respostas, foram instalados experimentos na \u00e1rea da mineradora para testar diferentes combina\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies para revegeta\u00e7\u00e3o dos taludes, de aduba\u00e7\u00e3o e pr\u00e1ticas de manejo em campo. \u201cNossa meta \u00e9 desenvolver um protocolo de revegeta\u00e7\u00e3o que funcione nessas condi\u00e7\u00f5es, para que possa ser adotado tamb\u00e9m em outros locais\u201d, afirma a Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/250923_Revegetac%CC%A7a%CC%83oBarragemMinerac%CC%A7a%CC%83o_caracterizac%CC%A7a%CC%83o+eda%CC%81fica.jpg\/40c20ffc-c7d4-8b93-1795-612d6c92930b?t=1758429872568\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a>\u201cCome\u00e7amos nosso trabalho com a caracteriza\u00e7\u00e3o do solo \u2013 qu\u00edmica, f\u00edsica e microbiol\u00f3gica, dos ambientes pr\u00f3ximos \u00e0 mina, de onde \u00e9 retirado o subsolo para constru\u00e7\u00e3o dos taludes. S\u00e3o \u00e1reas de cerrad\u00e3o e cerrado t\u00edpico, com predomin\u00e2ncia de argila e silte, respectivamente\u201d, conta o pesquisador da Embrapa&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/335004\/cicero-donizete-pereira\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">C\u00edcero Pereira<\/a>, tamb\u00e9m participante do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe de pesquisa identificou que algumas plantas utilizadas pela mineradora n\u00e3o s\u00e3o muito adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais, resultando em uma cobertura n\u00e3o uniforme, algumas que produzem muita biomassa e outras que n\u00e3o se desenvolvem bem e sequer persistem na \u00e1rea. \u201cQuando h\u00e1 alta produ\u00e7\u00e3o de fitomassa [como folhas, caules e frutos], por exemplo, h\u00e1 dificuldade de observar o solo da barragem e a empresa \u00e9 obrigada a fazer o corte rasteiro de tudo o que tinha plantado\u201d, relata Andrade. E acrescenta: \u201cTodos os anos eles semeiam essas sementes e raramente observamos a presen\u00e7a de algumas delas nos taludes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/250923_Revegetac%CC%A7a%CC%83oBarragemMinerac%CC%A7a%CC%83o_caracterizac%CC%A7a%CC%83o+ambiental.jpg\/2ec87206-422c-23c7-512b-e70d2851b170?t=1758430034052\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a>Ap\u00f3s estudos das sementes realizados nos laborat\u00f3rios da Embrapa, as pesquisas se expandiram com a coleta de solos e plantas na \u00e1rea da barragem para caracteriza\u00e7\u00e3o ambiental. A coleta de solos foi coordenada pelo pesquisador F\u00e1bio Bueno. J\u00e1 as coletas de sementes e plantas foram feitas por Aquino e pelo analista&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/312972\/zenilton-de-jesus-gayoso-miranda-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zenilton Miranda<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os primeiros testes em campo, a equipe optou por uma composi\u00e7\u00e3o de sementes que excluiu as gram\u00edneas de clima temperado (aveia preta e azev\u00e9m), manteve as esp\u00e9cies que se mostraram adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais (estilosantes, braqui\u00e1ria humidicola e grama pensacola) e incluiu algumas esp\u00e9cies de leguminosas que ainda n\u00e3o haviam sido utilizadas pela mineradora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso da Mimosa somnians e da&nbsp;<em>Alysicarpus vaginalis<\/em>. A primeira \u00e9 uma esp\u00e9cie silvestre, nativa do Cerrado, e a segunda \u00e9 nativa da \u00c1sia, sendo cultivada na Austr\u00e1lia para produ\u00e7\u00e3o de feno para alimenta\u00e7\u00e3o de animais. \u201cJ\u00e1 sabemos que elas t\u00eam bom desempenho no bioma e que o potencial de crescimento e produ\u00e7\u00e3o de massa n\u00e3o deve afetar a observa\u00e7\u00e3o do solo do talude. O problema \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o encontradas sementes dessas esp\u00e9cies no mercado\u201d, pondera Andrade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Os antecedentes do projeto<\/strong>O projeto atual \u00e9 reflexo de outros iniciados em 2006 com a empresa Anglo American, inicialmente em Niquel\u00e2ndia (GO) e posteriormente em Barro Alto (GO). No entanto, os desafios s\u00e3o novos, como explica o pesquisador&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/308622\/eduardo-cyrino-de-oliveira-filho\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eduardo Cyrino<\/a>: \u201cAs \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o de n\u00edquel nas quais trabalhamos em Goi\u00e1s adotam um processo de extra\u00e7\u00e3o met\u00e1lico diferente da minera\u00e7\u00e3o de ouro. Aquele era um ambiente completamente diferente dos solos t\u00edpicos de Cerrado e com uma atividade com a qual n\u00e3o est\u00e1vamos acostumados \u2013 a minera\u00e7\u00e3o. E o foco das pesquisas \u00e9 totalmente diverso das experi\u00eancias anteriores da equipe\u201d.Para Aquino, apesar das diferen\u00e7as das \u00e1reas e das atividades, o aprendizado se completa: \u201cL\u00e1 [nas \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o em Goi\u00e1s], come\u00e7amos a trabalhar com a vegeta\u00e7\u00e3o local, o que tamb\u00e9m est\u00e1 previsto para esse projeto\u201d.E foi pela experi\u00eancia e pelos resultados obtidos nos projetos anteriores que a equipe recebeu a proposta para atuar na revegeta\u00e7\u00e3o de taludes de barragens de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o de ouro. \u201cCada solo exige um tipo de recupera\u00e7\u00e3o diferente, porque cada processo de minera\u00e7\u00e3o ocorre em um ambiente geoqu\u00edmico diferente e isso se reflete na vegeta\u00e7\u00e3o local. Com a experi\u00eancia que tivemos em Barro Alto (GO), j\u00e1 temos algumas ideias do que pode ou n\u00e3o funcionar\u201d, explica Andrade.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Milheto: vil\u00e3o ou aliado?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Nos experimentos iniciados em Paracatu, a pesquisa revelou que esp\u00e9cies comuns na agricultura, como o milheto, embora usadas como cobertura verde, podem se tornar prejudiciais nas fases iniciais da revegeta\u00e7\u00e3o, sufocando outras plantas de crescimento mais lento. Andrade explica que, com a quantidade de sementes de milheto semeada nos taludes, ele produziu muita massa, cresceu muito em altura e impediu a observa\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie do talude.<\/p>\n\n\n\n<p>A esp\u00e9cie ainda retardou o desenvolvimento do estilosantes, da brachiaria humidicola e da grama pensacola. \u201cIsso mostrou que mesmo uma esp\u00e9cie muito utilizada nas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola como cobertura de solo pode n\u00e3o proporcionar o mesmo efeito positivo em outro contexto\u201d, ressalta a pesquisadora&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/306985\/marina-de-fatima-vilela\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Marina Vilela<\/a>. Os resultados ainda s\u00e3o preliminares, mas, a partir desses dados, foram feitos ajustes no protocolo de plantio e no desenho experimental, de forma a permitir maior controle sobre as vari\u00e1veis ambientais e operacionais, como explica o estat\u00edstico&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/333881\/juaci-vitoria-malaquias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Juaci Malaquias<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/250923_Revegetac%CC%A7a%CC%83oBarragemMinerac%CC%A7a%CC%83o_selec%CC%A7a%CC%83o+de+plantas.jpg\/7674a624-3660-7783-11c5-587bbaee2277?t=1758430692640\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a>Ci\u00eancia no campo: da semente \u00e0 revegeta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Outro obst\u00e1culo para a revegeta\u00e7\u00e3o de ambientes minerados, apontado pela pesquisadora Leide Andrade, \u00e9 a baixa qualidade e a pouca oferta de sementes no mercado de esp\u00e9cies adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas do Cerrado. Andrade chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de mais pesquisa para buscar alternativas de esp\u00e9cies que possam ser usadas na recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas no bioma, independente do ambiente ser agr\u00edcola ou natural. \u201cN\u00e3o adianta importar solu\u00e7\u00f5es que funcionam em outros biomas. A tecnologia precisa nascer aqui, no campo, com nossos solos, nosso clima e nossas esp\u00e9cies\u201d, defende.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades, os primeiros resultados j\u00e1 apontaram algumas esp\u00e9cies promissoras, capazes de se estabelecer mesmo em ambientes adversos, sinalizando caminhos poss\u00edveis para a revegeta\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. A cientista justifica: \u201cA minera\u00e7\u00e3o transforma o territ\u00f3rio. Mas a forma como restauramos essas \u00e1reas tamb\u00e9m pode ser transformadora. Queremos criar modelos que respeitem a biodiversidade local\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Embrapa Cerrados<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo est\u00e1 sendo conduzido na mina Morro do Ouro, com foco na revegeta\u00e7\u00e3o dos taludes \u2014 estruturas inclinadas que cont\u00eam os rejeitos da minera\u00e7\u00e3o Diante dos desafios ambientais criados pela minera\u00e7\u00e3o de ouro no Cerrado mineiro, uma pesquisa da&nbsp;Embrapa Cerrados&nbsp;(DF) em parceria com a mineradora&nbsp;Kinross Gold Corporation&nbsp;est\u00e1 apostando em esp\u00e9cies nativas e ex\u00f3ticas adaptadas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4594,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[20,19],"tags":[],"class_list":["post-4593","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-embrapa","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4593","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4593"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4593\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4595,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4593\/revisions\/4595"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4594"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4593"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4593"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundapam.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4593"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}